O cantor Junior Lima (42) voltou a comentar publicamente os rumores sobre sua orientação sexual, tema que o acompanha desde quando fazia dupla com a irmã Sandy. Em entrevista ao programa apresentado por Antonio Tabet no Canal UOL, o artista afirmou que as especulações não desapareceram completamente ao longo dos anos.
“Aliás, eu acho até bom. Assim: eu prefiro ser confundido com gay, por exemplo, que eu tenho zero preconceito, do que com um machão agro alfa que, pra mim, eu acho mais zuado”, declarou.
Assista à entrevista na íntegra:
Segundo o músico, a persistência desse tipo de comentário revela que o preconceito ainda está presente, apesar de mudanças recentes na forma como a masculinidade vem sendo discutida. “As pessoas ainda são muito preconceituosas com essas coisas. Existe uma galera que tem a cabeça muito fechada ainda. Ao mesmo tempo que cresceu um movimento de desconstrução dos homens, também cresceu a resistência”, disse.

A declaração não surge isolada
Em 2024, em uma participação do artista no Altas Horas, conforme noticiado no GAY BLOG BR, ele relembrou a exposição precoce durante o auge da dupla com Sandy. Na ocasião, destacou o impacto das fofocas e da pressão midiática ainda na infância. “A gente viveu uma exposição muito grande e, enfim, os compromissos todos, os pesos, as fofocas e as coisas da mídia que, muitas vezes, são pesadas para as crianças. Naquela época, a gente ainda não tinha muita noção”, afirmou.
No mesmo relato, Junior também abordou diretamente a associação entre performance artística e questionamentos sobre sexualidade. “Era outro período, outra época, mas existia muito preconceito. Era uma coisa meio diferente, meio nova, e aí se questionava [sobre a sexualidade] dele. E eu rebolava mesmo, não estava nem aí!”, disse.
Já em 2025, conforme publicado pelo GAY BLOG BR, o músico voltou ao tema durante participação no programa Saia Justa. Ele afirmou que, mesmo se declarando heterossexual, ainda enfrenta episódios de homofobia e apontou efeitos duradouros desse histórico.
“Eu sou um homem hétero que, frequentemente, sofre com homofobia. É muito louco falar isso, mas é real”, declarou. Na mesma entrevista, refletiu sobre o ambiente em que cresceu e sua relação com a sensibilidade artística: “Mas eu sempre fui um homem que viveu na arte, que viveu dançando, na música, compondo. É um ambiente extremamente feminino, porque estava o tempo todo com a minha mãe e irmã. Então, eu tive uma sensibilidade muito aflorada, era um homem empático, preocupado com as mulheres ao meu entorno. E isso se voltava contra mim. Naquela época, principalmente.”
Ele também mencionou que os impactos desse período não se encerraram na juventude. “Então o que isso gerava em mim, e era sempre à base de fofoca, reflete em mim até hoje. Imagina! 20 anos de análise e eu tive que peitar muita coisa e ser muito corajoso para continuar sendo quem eu simplesmente era.”
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