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Ele tem mais de 100 mil seguidores no Twitter e outros tantos no Instagram. Quem olha assim, de longe, pode pensar que o sucesso avassalador de Atlas K. Xavier no universo pornô veio somente por causa do rostinho bonito e seus atributos físicos. Engana-se. Foi a base de estratégia, talento e a ajudinha de um vídeo amador que estourou nas redes sociais antes mesmo de ele ser sondado para atuar em produções de grande porte.

O rapaz, que acabou de completar 22 anos (22 também é o tamanho de seu membro mais desejado), nasceu e cresceu na capital do País. Em Brasília, teve uma vida difícil, trabalhava em um escritório que havia conflitos de trabalho, e dividia seu tempo com as aulas de Ciências Econômicas, na Universidade de Brasília (UnB) – curso que trancou no terceiro período, um semestre antes de mudar completamente de vida.

Atlas K. Xavier
Atlas Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier
Atlas Xavier – Reprodução

Atlas jogava videogame para aliviar a tensão do dia a dia. “Mas eu não estava feliz”, diz ele, categórico, durante uma entrevista exclusiva com o Inside Porn, resultado de parceria inédita com a produtora Irmãos Dotados, uma das maiores do ramo no país atualmente.

Foi justamente a partir dessa insatisfação que veio a ideia de tentar a vida em São Paulo, em um mercado que até então não tinha explorado. Já fazia programas, que renderam algumas viagens ao exterior, mas ainda não tinha colocado a cara diante das câmeras, quiçá fazer sexo com elas ligadas. Em São Paulo, começou a trabalhar como ghost writer sobre games, aqueles escritores que não mostram o nome e nem a cara.

Atlas K. Xavier
Atlas K. Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

A grande mudança estava prestes a ocorrer. A ponta que faltava para tirar o rapaz dos bastidores e trazê-lo para os holofotes veio por meio do convite de Edu Albuquerque, o nome por trás da Irmãos Dotados.

A seguir, Atlas K. Xavier, o bonitão brasiliense que tem diversas tatuagens espalhadas pelo corpo de 1.72, 69kg, voz máscula, articulado em suas ideias, fala sobre aquilo que você vê nos filmes, mas também sobre tudo aquilo que você não conseguia enxergar sobre ele (ainda).

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

QUEM É O ATLAS PESSOA, NÃO O ATOR? E COMO ELES DOIS SE RELACIONAM?

Eu diria que o Atlas, ator, carrega alguns traços de quem eu sou na vida pessoal. Seria uma maneira um pouco mais egocêntrica de expressar meu alter ego. Sou mais normal, romântico, sério, preocupado. E com vários interesses que não se limitam ao âmbito sexual. Como ator, sou menos reservado, menos racional, mais descolado e mais moleque. Nunca tinha saído do Distrito Federal. Sou meio nerd, adorava jogar videogame. E agora estou diante de diversas possibilidades.

EM QUAL MOMENTO QUE O ATLAS, ATOR, DESLANCHOU?

Foi no momento em que eu percebi que consegui um espaço no mercado pornô. E que eu também tinha um nome de relevância, até mesmo entre nomes de atores que eu conhecia antes de pensar em trabalhar com isso. Quando percebi a existência de fãs, então comecei a ter mais segurança e a trabalhar com mais independência.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

COMO ERA A VIDA EM BRASÍLIA?

Antes disso, eu era aluno da Universidade de Brasília, no terceiro semestre. Trabalhava com análise de fraude, num crediário em Brasília. Não estava feliz com meu trabalho e nem com meu chefe. Aí consegui uma oportunidade de trabalhar como ghost writer. Mas aí umas experiências anteriores, como ter me relacionado com garoto de programa um tempo atrás, e talvez levar em consideração que eu tive uma vida um tanto conturbada, resolvi arriscar no mercado do sexo. Achava que isso ia trazer a independência que eu queria.

E TROUXE?

Sim, estou feliz com o que pude conquistar até aqui.

QUAL RETORNO VOCÊ OBTEVE ATÉ AQUI, ATLAS?

Comecei a criar conteúdo adulto em março, em modo amador. Profissionalmente, comecei em maio de 2020. Meus primeiros contatos foram por meio da Irmãos Dotados e Astaroth Fetish Club, internacional. Após o primeiro filme, acho que tive um bom desempenho. Claro, estava inseguro, mas foi mais tranquilo do que eu imaginava. Em relação ao retorno financeiro, meu objetivo nem era esse. Eu sabia que dinheiro ia acabar. Dinheiro acaba. Meu objetivo sempre foi ganhar espaço e admiradores.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

E NESSE CAMINHO TRILHADO ATÉ AQUI, ALGUMA HISTÓRIA QUE PODERIA COMPARTILHAR?

Uma vez, tive um vínculo mais profundo com um dos atores que atuei. A gente viajou e estava hospedado juntos. Fizemos uma campanha relacionada às infecções sexualmente transmissíveis. Foi quase uma lua de mel, diria (risos). Criei trabalho com uma pessoa que tinha conexões maiores, desde tretas a sentimentos.

COMO FOI SUA CHEGADA NA IRMÃOS DOTADOS?

Eles me encontraram por meio do Twitter. Eu tinha feito um vídeo que estourou na época, amador, meu perfil ganhou muitos seguidores. Entraram em contato. Fui até a casa do Edu e fiz uma espécie de entrevista. Uma cadeira na frente da outra, super profissionais, bate-papo, cara a cara, sem teste do sofá, como muitos pensam. Conversamos muito sobre o mercado de trabalho. Fui chamado para fazer parte de um projeto mais fashion, com moda, com o Edu Albuquerque. Além disso, já fiz eventos pessoais. São sempre muito receptivos.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

Atlas K. Xavier - Reprodução

Atlas K. Xavier – Reprodução

O EDU HOJE É MUITO RESPEITADO NO PORNÔ. COMO É TRABALHAR COM ELE?

Edu é esperto, empreendedor, tenta distribuir a atenção dele em meio a sua vida agitada. Temos nossas discordâncias, é claro, mas admiro bastante ele, me deu oportunidades, reconheço tudo que fez por mim. Ele cria bonificações mensais, campanha de melhor ator do mês (Atlas foi reconhecido com esse título em setembro de 2020, o primeiro ator destaque da produtora), fora alguns outros projetos, além de oferecer um material legal. É um cara do bem, tem um negócio moderno em expansão e está desenvolvendo um bom trabalho.

Atlas foi o primeiro foi o primeiro ator destaque da produtora Irmãos Dotados - Divulgação
Atlas foi o primeiro foi o primeiro ator destaque da produtora Irmãos Dotados – Divulgação

COMO FORAM SUAS VIAGENS AO EXTERIOR?

Foram profissionais. Eu trabalhava como acompanhante e nem tinha objetivo de me tornar ator internacional. Atualmente, eu tenho esse objetivo e me vejo indo novamente em breve. Tenho vontade de mirar nas produtoras Men, SeanCody, Randy Blue, Helix Studios, Cocky Boys, Lucas Entertainment, Next Door, Tim Tales, para citar algumas.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução
Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

QUAIS ATORES ESTRANGEIROS QUE VOCÊ GOSTARIA DE ATUAR?

Colby Keller, Joey Mills, Diego Sans, Gabriel Clarck, Anthony Romero, Allen King, Willian Seed. Notei que você entrevistou o Bo Sinn e Romeo Davis e eles são meus alvos, certamente.

MUITOS BRASILEIROS JÁ FAZEM FAMA LÁ FORA E SÃO CONSIDERADOS GRANDES NOMES DO PORNÔ INTERNACIONAL. O QUE VOCÊ TEM A APRENDER COM ELES?

Eles são ótimas referências. Cito Diego Sans, Andy Star, Rafael Alencar, Jonathan Miranda, Alam Wernick. São caras inteligentes, que gostam de explorar o universo adulto. Com certeza é possível aprender muito sobre o processo de construção de um ator, a influência e o sucesso a partir do trabalho deles.

E AÍ QUANDO VOCÊ OLHA PRA VOCÊ, DIANTE DESSE MERCADO COMPETITIVO, COMO SE SENTE?

Olha, esse reconhecimento que tenho tido até aqui me faz se sentir abraçado e mais confiante, mais inspirado a confiar mais no meu trabalho. Coisas assim fazem você perceber que não é mais um cara arriscando a vida, mas sim um artista em desenvolvimento. Existem expectativas em cima das nossas atividades profissionais. Logo, eu me sinto realizado. Tudo que tudo que faço está caminhando junto com meu sonho de ter uma vida melhor. É um esforço grande tentar se destacar e ser uma personalidade marcante. Seria triste se isso tudo fosse em vão. Sou muito grato a todos que me ajudam nisso.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

MAS ESSE MERCADO PODE SER, POR VEZES, BEM DESAFIADOR COM AQUILO QUE VOCÊ GOSTA NA VIDA PRIVADA, NÉ?

Pois é. Existe uma exigência implícita do mercado. É possível ver como que o público vai reagindo a cada conteúdo e as respostas dele. A ideia de prever o que chama atenção, por exemplo, o porquê de usar uma cena de um ator sendo passivo como estratégia após várias cenas atuando como ativo? As cenas, muitas vezes, tentam corresponder ao mercado e são espelhos do que as pessoas buscam.

E DÁ PRA UNIR O QUE VOCÊ GOSTA NA VIDA PRIVADA COM O QUE SE PEDE NAS PRODUÇÕES?

Sim, eu acredito que também seja possível adaptar tudo isso aos reflexos dos nossos desejos e nos permitir sentir prazer também, como sentir muito tesão em uma posição que você não faria normalmente. É sair da zona de conforto, experimentar outras possibilidades e sentir prazer naquilo. Hoje em dia é possível inserir ou modificar algo na cena e se recusar a fazer algo. Você pode falar “para mim não rola, não existe a possibilidade de sentir prazer isso” e não fazer acontecer.

DE FATO, A GENTE VÊ MAIS CENAS COMO ATIVO SUAS…

Pois é. Tenho alimentado mais essa imagem de ser ativo, tenho curtido mais me ver assim nessa fase, mas outras experiências valeram muito.

Atlas K. Xavier - Reprodução
Atlas K. Xavier – Reprodução

SAIBA ONDE ENCONTRAR O ATLAS NA INTERNET

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As fotos dessa entrevista são da MustangMagazine, Cactos Magazine e All Focus Produções.

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