O que teve na 44ª Casa de Criadores?

Presente há mais de 10 anos na iniciativa, Vicunha segue incentivando talentos emergentes da cena fashion em evento que lança grandes nomes da moda

Entre os dias de 26 a 30 de novembro, o MAC-USP recebeu a 44ª edição da Casa dos Criadores apresentando propostas inovadoras, grandes talentos emergentes do mercado de moda brasileira e, mais uma vez, destacando a gigante têxtil Vicunha como apoiadora do evento que possui mais de duas décadas de história.

Presente em 22 desfiles, a Vicunha reafirmou nesta temporada sua conexão com o universo criativo da moda, tecnologia e sustentabilidade, em peças exclusivas que compõem e traduzem grandes inspirações de talentos da moda nacional: Alex Santos + Van Loureiro, Angela Brito, Cajá, Felipe Fanaia, Heloisa Faria, Igor Dadona, Jorge Feitosa, Ken-gá, Martins.Tom, Notequal, Rafael Caetano, Renata Buzzo, Rober Dognani, Rocio Canvas, Saint Studio, Neriage, Isaac Silva, Rafael Silvério, D-Aura, Von Trapp, Brechó Replay e o projeto Sou de Algodão.

Dentre os destaques da temporada, estão as diferentes formas do uso da sarja da Vicunha, que transita entre as peças arquitetônicas e minimalistas da Saint Studio, com as sarjas de alfaiataria Lana Power Plus, Ypoá e Kidman; a pegada safari de Martins.Tom em peças criadas com o brim Madrid; o mood apocalíptico dos estilistas Alex Santos e Van Loureiro reproduzidos através de tecidos como Lana e Haiti plus. Das peças volumosas e acetinadas da estreante NotEqual com Ypoá, até brasilidade desfilada pela Cajá, contrastando shapes fluidos compostos pelos artigos Evian e Stacy e criações estruturadas e assimétricas nas sarjas Glory e Hunter.

Com foco na sustentabilidade, Jorge Feitosa trabalhou em retalhos na composição Capitu FluoHerbie e Tarantino; e Renata Buzzo apostou nos tecidos White Jeans e Baldwin em peças produzidas com zero resíduo. Numa pegada tecnológica, destaque para o universo vibrante de Felipe Fanaia em looks marcantes no Tech Rippel. O artigo também foi a escolha para as criações divertidas em cores fortes de Igor Dadona, e nos looks metalizados de Rafael Caetano.

Grande novidade da marca para essa edição é o Absolut Eco, que foi estreado na última edição do SPFW e se destaca por reduzir em até 95% no consumo de água e até 90% no consumo de químicos em sua produção, além de utilizar matéria-prima reciclada e não levar tingimento. O tecido foi utilizado pela KEN-GÁ em peças com inspiração na era digital e seus fenômenos.

O denim foi elemento principal para Heloísa Faria, que apostou no clássico Bradley com lavagem e shapes que remetem ao formato das nuvens. Isaac Silva escolheu o moderno Missy Luminous – com um azul poderoso e vivo – para looks que revisitam a ancestralidade do estilista, aproveitando a beleza do tecido também em seu avesso. Já no desfile do movimento Sou de Algodão, uma apresentação assinada por criadores diversos que nasce com o objetivo de aumentar a demanda pelo algodão através da conscientização do consumidor, teve Gaby Amarantos com look total Metallic Denim; e duas criações inusitadas da marca KEN-GÁ, que apostou no upcycling de calças e camisas jeans para apresentar na passarela vestidos amplos e volumosos em 100% denim.

O algodão é utilizado de diversas formas entre os estilistas e resultam em peças únicas, como é o caso da alfaiataria da Rocio Canvas com os artigos Bolt e Ypoá, e da coleção Vento Leste de Angela Brito, onde a fibra é o elemento principal, contemplada em diferentes sarjas, das mais leves às mais estruturadas. O desfile de Angela foi composto 100% por tecidos da Vicunha, com destaque mais uma vez para o Tech Ripell – que teve grande presença também na coleção dramática de Rober Dognani.

NotEqual
Casa de Criadores – Inverno 2019
Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE
NotEqual
Casa de Criadores – Inverno 2019
Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE