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As meninas do grupo Bonde das Maravilhas anunciaram sua mais nova integrante: Bruna Lopes (21), sendo a primeira mulher trans a participar do grupo de funk. A informação veio do Instagram oficial do bonde neste dia 23 de novembro.

A nova formação do grupo conta com as integrantes Thammy Maravilha, Laryssa Maravilha, Renatinha Maravilha, GG Maravilha e a Bruna Maravilha.

O Bonde das Maravilhas é um grupo de funk carioca surgido em 2011 com seis garotas de Niterói, no Rio de Janeiro, sendo que o sexteto estudou na mesma escola: Thaysa, Gaaby (Nneca), Karoliny (Karol), Rafaela, Thalia e Joice.

Após algumas mudanças na formação, em 2013 elas fizeram sucesso com as músicas “Aquecimento das Maravilhas” e “Quadradinho de Oito”. No ano seguinte, duas meninas ficaram grávidas, sendo que uma delas, Renatinha, tinha apenas 14 anos, enquanto Karol estava com 19. Devido a gestação, ambas saíram do grupo e depois retornaram após darem a luz.

Outros singles do grupo incluem “Efeito Dominó”, lançado em 2014; “Te taco o Taco” e “Novo Movimento”, de 2015 e “Evolução das Maravilhas” de 2016.

Bonde das Maravilhas anuncia primeira dançarina trans do grupo
Divulgação

REPRESENTATIVIDADE – POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE?

Segundo um artigo do canal Elas por Elas, ao longo da história houve diversos grupos que sofreram e ainda sofrem medidas opressoras por suas condições sociais ou características, ou seja, quem não está dentro de um padrão preestabelecido como normativo pela sociedade, eles acabam excluídos dos grupos dominantes.

O grupo dominante acaba sendo o padrão a ser seguido pela sociedade e é o que mais tem privilégios na sociedade. Atualmente, homens, brancos, cisgêneros e heterossexuais são o modelo a ser seguido, aqueles que conseguem os mais altos cargos. Esse estereótipo aparece em campanhas publicitárias, filmes, novelas, desenhos etc, endossando que este é o modelo a ser seguido.

Nesse contexto que outros recortes sociais acabam perdendo espaço e são colocados em posições de menor importância. A pessoa negra era sempre retratada em papeis secundários no cinema ou na televisão, geralmente se resumindo a ficar no quarto de empregada ou entrando no estereótipo hipersexualizado; os LGBTs que eram os personagens engraçados, sendo os homens gays o melhor amigo da mulher, com muitos trejeitos femininos e entrando na caricatura. A pessoa gorda que sempre faz o papel da “simpática” e é a hora da comédia etc. O que víamos e vemos na TV e no cinema reforçavam e ainda reforçam os valores que temos como sociedade.

A representatividade vem justamente para quebrar este padrão e empoderar as pessoas que, até então, eram marginalizadas, mostrando que elas são capazes de ocupar aqueles espaços que a sociedade ensina que não é para ela. Por isso é importante termos mulheres, negros e LGBTQIA+ na política, protagonizando filmes e novelas, ocupando cargos como altos executivos, empresários etc.

A representatividade é sempre um passo para mudar os valores de toda uma sociedade.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".