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Em entrevista concedida ao UOL News, o delegado Thiago Nóbrega, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Paraná, disse que três pessoas denunciaram o suspeito de cometer assassinatos a homens gays em série, José Tiago Correira Soroka.

O delegado disse que as vítimas viram as imagens do suspeito e “criaram coragem” para denunciar as agressões. Ele também disse que as investigações seguem em andamento, mas estão bem “adiantadas” graças a diversas denúncias feitas pela população após a divulgação das imagens.

“As investigações estão adiantadas. A gente conseguiu diversas denuncias que estão apontando possíveis paradeiros e esconderijos, desse suspeito. Estamos levantando todas as informações, conseguimos identificar o local onde ele esteve até sexta-feira (14) agora. Conseguimos imagens deste local onde ele estava, porém, ele não se encontra nesse endereço, mas a gente está todo dia recebendo denúncias”, declarou.

Delegado diz que investigações sobre serial killer de Curitiba estão bem adiantadas
Reprodução

Serial killer de Curitiba não fez sexo com as vítimas e tem medida protetiva com ex-namorada

Em coletiva de imprensa realizada no último dia 17 de maio, o delegado Thiago Nóbrega comentou que o suspeito não chegava a ter relações sexuais com os homens.

“Ele tem perfil de serial killer, com problemas psicológicos. Precisamos tirá-lo de circulação o quanto antes, pois está matando uma média de uma pessoa por semana. Queremos realmente alertar o grupo gay”, destacou o delegado Thiago Nóbrega.

Serial Killer de Curitiba não tinha relações sexuais com as vítimas e tem traços de psicopata
Foto: Polícia Civil

Apesar de se encontrar com homens gays, a polícia descobriu que José Tiago tem uma medida protetiva com uma ex-namorada. Ele também tem dois filhos.

Ele assassinou três jovens gays que moravam sozinhos em encontros marcados pelo Grindr. Uma quarta vítima conseguiu escapar no dia 11 de maio, sendo importante para as investigações.

“Ele age do mesmo modo há 30 dias, sempre com homossexuais. Ele vai até a casa das vítimas e lá pega a pessoa desprevenida, dá um mata-leão, a sufoca com travesseiro ou coberta e leva pertences da vítima após o assassinato”, explicou a delegada Camila Cecconello.

Não se sabe ainda o motivo dos crimes, mas a DHPP suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte), já que ele pegava computadores e celulares das vítimas após estrangulá-las.

O primeiro crime ocorreu no dia 16 de abril, em Abelardo Luz (Santa Catarina), quando Robson Olivino Paim foi encontrado morto. Em Curitiba, a primeira vítima foi David Júnio Alves Levisio, no dia 27 de abril, e Marco Vinício Bozzana da Fonseca, no dia 4.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) solicita a colaboração da sociedade com informações que auxiliem na localização de José Tiago Correia Soroka. As denúncias podem ser feitas diretamente à equipe de investigação de forma anônima pelos telefones 197 da PCPR, 181 Disque Denúncia ou pelo 0800-643-1121.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"