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Em meio às negociações oficiais da COP 30 em Belém (PA), a Associação Brasileira de ONGs (Abong) abre a Casa das ONGs entre os dias 10 a 12 e 16 a 19 de novembro para promover rodas de conversa, oficinas e painéis centrados em justiça climática, equidade de gênero, sexualidade, raça, território e participação popular. A proposta é simples em sua premissa: inserir no debate climático quem historicamente ficou de fora das mesas oficiais.

Os dois eixos estruturantes que se repetem ao longo da programação são, em primeiro lugar, a presença significativa de coletivos LGBTQIA+ convidados a tematizar seus corpos e territórios frente à crise ambiental, e, em segundo, a articulação entre ciência/clima e as lógicas de poder racializadas, de gênero e de classe que moldam as respostas à emergência climática. A programação revela não haver justiça climática possível sem justiça social — e que reconhecimento e escuta de vozes dissidentes não são opcionais, mas precondição.

Corpos dissidentes pautam justiça climática nos eventos paralelos da COP 30 - Divulgação
Corpos dissidentes pautam justiça climática nos eventos paralelos da COP 30 – Divulgação

Dia 10 de novembro: base do diálogo

A abertura, a partir das 14h, propõe três atividades simultâneas fundadoras. A oficina “Beabá da COP”, promovida pelo Instituto Decodifica, busca tornar acessível a linguagem técnica da conferência, convidando o público a construir coletivamente um mural visual sobre siglas, impactos e conexões da COP. Em seguida, a roda “Ação filantrópica para a justiça habitacional”, do Instituto Pólis e parceiros internacionais, coloca em foco o financiamento da moradia no Sul Global como estratégia de combate a desigualdades climáticas e habitacionais. Paralelamente, o painel “Painel Climático da Região Metropolitana de Belém: dados racializados para políticas públicas de justiça climática” reúne entidades que mapeiam índices socioambientais para subsidiar políticas locais — com tradução simultânea em inglês, espanhol e Libras.

À tarde, das 16h às 17h30, o público pode escolher entre três oficinas: “Água que cura” (UNAMA) que ensina filtros de baixo custo para comunidades ribeirinhas; “O protagonismo feminino na agricultura periurbana e segurança alimentar” que conecta mulheres agricultoras em contextos urbanos à agroecologia e aos ODS; e “Vozes da periferia: arte urbana, juventude e justiça climática na Amazônia”, envolvendo hip‑hop, slam e stencil como instrumentos de mobilização. À noite, o painel “Do subsolo à nuvem: impactos socioambientais dos avanços tecnopolíticos no Brasil” une debates sobre mineração, infraestrutura digital e transição energética, com tradução simultânea.

Dia 11 de novembro: construção de alianças e visibilidade dissidente

Na manhã (10h‑12h) ocorrem três sessões simultâneas que articulam internacionalização e juventude: a roda internacional “Rios que se Encontram: Vozes Globais por Justiça Climática” reúne representantes da América Latina e Ásia para cocriar o mural “Finanças e Futuros” e elaborar a “Declaração de Muitos Rios” a ser apresentada aos negociadores da COP; a roda “Educomunicação, Arte e Juventude” investe em comunicação popular como prática de justiça climática; e o painel “Perspectivas latino‑americanas para a transição energética” mapeia experiências de transição energética inclusiva na região.

À tarde (14h‑15h30), duas sessões: o painel “Transição Energética Justa em Movimento: Ancestralidade e Inovação” conecta juventudes negras e indígenas às políticas de energia e justiça, com tradução simultânea; e a roda “A COP passa, e os territórios permanecem: Diretrizes de Financiamento Climático para as Periferias” traz lideranças periféricas, mulheres negras e indígenas para discutir financiamento climático baseado em saberes territoriais. Das 16h às 17h30, a oficina “Memes pra Salvar o Clima” propõe comunicação digital criativa, e o painel “Mulheres da América Latina em Rede” reúne ambientalistas, feministas, negras e indígenas para discutir agroecologia, restauração e cooperação Sul‑Global. No mesmo horário, em destaque para nosso foco, a roda “Corpos, Territórios, Culturas e Resistências: Vivências LGBTQIAPN+ e Justiça Climática” convoca coletivos como ALAMP, LACIGS, Coletivo Sapato Preto, Lesboamazônidas, Themonias, Plataforma Fervo, Mídia Ninja e ABGLT. A proposta diz: “a exclusão de vozes dissidentes se reproduzem nas agendas ambientais” e que “não há transição justa sem a presença das populações LGBTQIA+”.

Dia 12 de novembro: biodiversidade, raça e juventude em ação

Na manhã do dia 12 (10h‑12h), três rodas alinhadas: “Do Cerrado ao Manguezal” reúne jovens de diferentes biomas para trocar saberes sobre biodiversidade, clima e desertificação; “Pré‑lançamento da pesquisa Práticas Comunicacionais e Culturais Quilombolas” apresenta estudos sobre comunicação, cultura e justiça territorial quilombola; e “Os impactos da crise climática global nas trajetórias educacionais de meninas negras” articula educação, vulnerabilidade climática e racismo ambiental.

À tarde (14h‑15h30), o painel “Fortalecendo Redes pela Justiça Ambiental: O Acordo de Escazú” dialoga sobre governança climática e ambiental a partir de mecanismos institucionais. Na mesma faixa horária, a roda “Resistências Territoriais dos Povos das Águas” conecta comunidades costeiras e ribeirinhas em lutas por soberania hídrica e territórios. Outra roda simultânea, “Democracia em Ação: Participação Social e Governança Climática”, investiga participação popular e governança no Brasil. Das 16h às 17h30, três oficinas de tarde: “Financiamentos Internacionais e o Fortalecimento de Fundos Socioambientais” articula filantropia/clima; “Mulheres que Transformam Territórios: Agroecologia e Sustentabilidade” valoriza mulheres agricultoras em práticas agroecológicas; e “Juventudes Amazônidas pelo Clima: Saberes e Ações Locais” reúne jovens indígenas, quilombolas e extrativistas. À noite (18h‑19h30), o painel “Moradia Digna e Justiça Climática” dialoga habitação, direito à cidade e adaptação.

Dia 16 de novembro: Amazônia em foco, raça, periferia, transição

Na manhã (10h‑12h), a roda “Proteção dos territórios pela boca de quem faz” traz mulheres negras e jovens do Amapá defendendo Amazônia, cultura e alimentação; e ao mesmo tempo o painel “Deslocamentos de Pessoas e Justiça Climática” aborda migração, refúgio ambiental e mobilidade humana. À tarde (14h‑15h30), o painel “Justiça, Memória e Clima: Vozes Indígenas” conversa sobre justiça de transição e comissões da verdade junto aos povos originários; em paralelo, a roda “Por Justiça e Bem Viver: Resistências Negras e Periféricas na Amazônia” articula mães de vítimas de violência, movimentos de hip‑hop e juventudes negras amazônicas sob o prisma do bem viver. Ainda entre 14h‑15h30, a roda “Periferias em Crise Climática” convida periferias urbanas brasileiras a refletir sobre calor extremo, invisibilidade e direito à cidade. Das 16h‑17h30, duas sessões: “Caminhos Comunitários para a Transição Justa” debate transição energética comunitária e equidade; e “Soberania Alimentar, Políticas Públicas de Agroecologia e Cultivo da Vida” enfoca agroecologia urbana, hortas comunitárias e resiliência alimentar.

Dia 17 de novembro: informação, mulheres negras, juventude e financiamento

Na manhã (10h‑12h), o painel “Desinformação e Negacionismo Climáticos” investiga o impacto da desinformação sobre comunidades e políticas públicas. À tarde (14h‑15h30), o painel “Mulheres Negras no Centro da Justiça Climática” reúne organizações e redes para produção de carta‑posição coletiva para a COP30. Das 16h às 17h30, a roda “Justiça Climática e Protagonismo Comunitário” aborda agricultura regenerativa, biomas árido/semiárido e protagonismo indígena; paralelamente, o painel “Infância, Justiça Climática e Participação Social” dialoga com direitos da criança/adolescente no contexto climático; e também o painel “Fortalecendo Vozes e Territórios” discute financiamento e protagonismo de comunidades tradicionais.

Dia 18 de novembro: corpo‑terra, juventude LGBTQIA+, resistência territorial

Na manhã (10h‑12h), a oficina vivencial “Corpo‑Terra: yoga, cuidado coletivo e caminhos para o Bem Viver” conecta corpo e território a justiça climática; simultaneamente o painel “Agroecologia, Território e Justiça Climática” compartilha experiências de agroecologia como resposta à crise. À tarde (14h‑15h30), o painel “Juventudes do Sul Global” fortalece protagonismo interseccional de juventudes, e a roda “Comunicação, Território e Justiça Climática” aborda comunicação quilombola e periférica; das 16h às 17h30, a roda “Territórios de Resistência” reúne casos de Barcarena, Fortaleza, Tapajós e Maceió; e a roda “Clima de Cuidado: Gênero, Juventude e Direito à Cidade” revisita o tema juventude/LGBTQI+ na justiça climática – enfatizando que “a crise climática aprofunda as desigualdades que atravessam diversos corpos… mulheres negras, jovens e pessoas LGBTI+”. Ainda à tarde, a oficina “É mentira verde! Como identificar e denunciar o greenwashing” investiga práticas de consumo e eco‑marketing enganoso. À noite (18h‑19h30), o painel “Justiça Climática, Financiamento e Direitos Humanos” articula financiamento climático, deslocamentos e racismo ambiental.

Dia 19 de novembro: juventude amazônida, financiamento e comunicação popular

Na manhã (10h‑12h), o painel “Juventude em defesa do Meio Ambiente” centra‑se na juventude amazônida e sua visão de transição justa. À tarde (14h‑15h30), a oficina “Financiamento e Redes de Justiça Climática” congrega jovens, mulheres e comunidades na discussão de captação de recursos. Das 16h às 17h30, duas atividades simultâneas: a oficina “Comunicação popular como estratégia de mobilização para justiça climática”, que valoriza saberes ancestrais e mídia comunitária; e a roda “Territórios Garantidos: Direitos de Povos e Comunidades Tradicionais”, que aborda titulação de terras, direito à cidade e justiça territorial.


Serviço 

Casa das ONGs (Belém, PA)

Local: Rua Cônego Jerônimo Pimentel, 315 – Bairro Umarizal, Belém (PA)
Período: 10, 11, 12 e 16, 17, 18, 19 de novembro de 2025
Horário de funcionamento: das 10h às 23h (sujeito à programação diária)
Entrada gratuita – sujeita à lotação dos ambientes
Mais infos: abong.org.br

Programação:

📅 10/11/2025 (segunda‑feira)

🕑 14h – 15h30

  • 🧩 Oficina “Beabá da COP” – Instituto Decodifica (Via Confluência das Favelas)
    ➤ Traduzir linguagem das negociações climáticas em formatos acessíveis por meio de comunicação comunitária.

  • 🏘️ Roda de conversa “Ação Filantrópica para a Justiça Habitacional” – Instituto Pólis & International Institute for Environment and Development
    ➤ Reflexão sobre filantropia, financiamento de moradia e justiça habitacional no Sul Global.

  • 📊 Painel “Painel Climático da Região Metropolitana de Belém: dados racializados para políticas públicas de justiça climática” – Observatório das Baixadas, Casa Fluminense, Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), SALGA
    ➤ Apresenta dados socioeconômicos, territoriais, ambientais e racializados para políticas de adaptação. Tradução simultânea (Inglês, Espanhol, LIBRAS).

🕓 16h – 17h30

  • 💧 Oficina “Água que cura: tecnologias sociais e educação em saúde para comunidades ribeirinhas” – UNAMA (Universidade da Amazônia)
    ➤ Construção coletiva de filtros caseiros de baixo custo, debate sobre saneamento e saúde em comunidades ribeirinhas.

  • 🌾 Oficina “O protagonismo feminino na agricultura periurbana e segurança alimentar: soluções locais para a crise climática” – Instituto de desenvolvimento profissional; Coletivo Mulheres Florescer; Irmãs das Hortas; Coletivo Encantadas
    ➤ Conecta práticas comunitárias da região metropolitana de Belém com agroecologia, ODS e técnicas de cultivo urbano.

  • 🎤 Oficina “Vozes da Periferia: arte urbana, juventude e justiça climática na Amazônia” – Amazônia em Rede; Roda da Via; Educa Hiphop; Espaço Curumim Cria; Batalha da Democracia; Observatório Yguassu
    ➤ Espaço integrado de expressão artística e reflexão crítica sobre justiça socioambiental via slam, hip‑hop, lambe e stencil.

🕕 18h – 19h30

  • ⚙️ Painel “Do Subsolo à Nuvem: impactos socioambientais dos avanços tecnopolíticos no Brasil” – Escola de Ativismo, LAPIN, Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), LabHacker, IDEC, RAMA
    ➤ Debate mineração, infraestruturas digitais, conectividade, soberania tecnológica e transição energética justa. Tradução simultânea.


📅 11/11/2025 (terça‑feira)

🕙 10h – 12h

  • 🌊 Roda “Rios que se Encontram: Vozes Globais por Justiça Climática” – Life of Pachamama; LEAD; ALLIED
    ➤ Representantes da Colômbia, Bolívia, Peru, México, Brasil, Chile, Argentina, Vietnã, Indonésia compartilham experiências de resistência e inovação, co‑criam o mural “Finanças e Futuros” e elaboram a “Declaração de Muitos Rios”.

  • 🖌️ Roda “Educomunicação, Arte e Juventude: Expressões para a Justiça Climática” – IBEAC; UNIPOP; Viração Educomunicação; Coletivo Hip‑Hop Pai D’Égua; Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
    ➤ Diálogo entre comunicação, cultura, juventude e justiça climática.

  • 🔋 Painel “Perspectivas latino‑americanas para a transição energética” – Rede de Transição Energética Popular; Latindadd
    ➤ Experiências de transição energética justa, popular e inclusiva na América Latina. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 🌿 Painel “Transição Energética Justa em Movimento: Ancestralidade e Inovação” – OLAGE; Palmares Lab; CEERT
    ➤ Dialoga ancestralidade, inovação, juventudes negras e indígenas na transição energética. Tradução simultânea.

  • 💬 Roda “A COP passa, e os territórios permanecem: Diretrizes de Financiamento Climático para as Periferias” – Iniciativa PIPA
    ➤ Lideranças de organizações periféricas e mulheres negras/indígenas discutem financiamento climático com base territorial.

  • 🤖 Oficina “IA, Justiça Climática e Defesa dos Territórios” – SabIAr; Coletivo Labô
    ➤ Diálogo coletivo sobre riscos e potências da inteligência artificial na defesa territorial e justiça climática.

🕓 16h – 17h30

  • 😂 Oficina “Memes pra Salvar o Clima” – Escola de Ativismo
    ➤ Oficina teórico‑prática sobre uso de memes como ferramenta de comunicação e mobilização em causas climáticas.

  • 👩🏾‍🌾 Painel “Mulheres da América Latina em Rede: ambientalistas, feministas, negras e indígenas juntas pelo cuidado e o bem viver” – Fundación Socioambiental Semilla; Central de Mujeres Indígenas Roboré CICHAR; CAMTRA; Rede Latino‑americana de Mulheres Ambientalistas
    ➤ Lideranças femininas discutem agroecologia, restauração de ecossistemas e cooperação Sul‑Global. Tradução simultânea.

  • 🏳️‍🌈 Roda “Corpos, Territórios, Culturas e Resistências: Vivências LGBTQIAPN+ e Justiça Climática” – ALAMP; Coletivo Sapato Preto; LACIGS; Coletivo Lesboamazônidas; Themonias da Amazônia – Asculta; Plataforma Fervo; Mídia Ninja; ABGLT
    ➤ Espaço de encontro entre arte, política e resistência de corpos dissidentes e territórios, que enfrentam violências estruturais e impactos da crise climática. Propõe que “não há transição justa sem a presença das populações LGBTQIA+”.


📅 12/11/2025 (quarta‑feira)

🕙 10h – 12h

  • 🌳 Roda “Do Cerrado ao Manguezal: Conexões pela Biodiversidade e Justiça Climática” – RBBC; GYBN Brazil; Rede Cuíra; AVINC; Instituto EcomAmor
    ➤ Espaço colaborativo entre jovens e não jovens para trocar saberes entre Cerrado e Manguezais, metodologias de mapeamento comunitário e cocriação de soluções.

  • 📚 Roda “Pré‑lançamento da pesquisa Práticas Comunicacionais e Culturais Quilombolas” – Instituto Sumaúma; CONAQ
    ➤ Apresentação de pesquisa que mapeia práticas comunicacionais e culturais quilombolas vinculadas à justiça climática, racial e territorial.

  • 🎓 Roda “Os impactos da crise climática global nas trajetórias educacionais de meninas negras” – Instituto de Referência Negra Peregum; SALO; Uneafro Brasil
    ➤ Debate sobre metodologia Flor de Risco, vulnerabilidades educativas de meninas negras e interseção entre crise climática e racismo. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 📜 Painel “Fortalecendo Redes pela Justiça Ambiental: O Papel do Acordo de Escazú” – Palmares Lab; Ruma; CBJC; Movimento Escazú Brasil; Transparência Internacional; Instituto Nupef; ActionAid Brasil
    ➤ Diálogo sobre o Acordo de Escazú como instrumento estratégico para justiça ambiental e climática. Tradução simultânea.

  • 🌊 Roda “Resistências Territoriais dos Povos das Águas” – Instituto Permamar; Rede Cuíra; Fórum das Águas do Amazonas
    ➤ Debate sobre as lutas de povos costeiros e ribeirinhos em defesa da soberania hídrica e territórios. Tradução simultânea.

  • 🏛️ Roda “Democracia em Ação: Participação Social e Governança Climática” – Rede Conhecimento Social; Delibera Brasil Centro Brasil no Clima; The Climate Reality Project Brasil; Conjuve; Plataforma MROSC
    ➤ Reflexão sobre participação social, assembleias e governança climática em variados biomas.

🕓 16h – 17h30

  • 🌐 Painel “Financiamentos Internacionais e o Fortalecimento de Fundos de apoio a projetos Socioambientais” – Abong; Venro (Alemanha); Amazon Investor Coalition; FLD; ANMIGA; CCRDA (Etiópia)
    ➤ Discussão sobre cooperação, filantropia e fundos voltados a projetos liderados por comunidades. Tradução simultânea.

  • 👩🏼‍🌾 Roda “Mulheres que Transformam Territórios: Agroecologia e Sustentabilidade” – APACC; UCODEP; Rede Jirau de Agroecologia; MMCC
    ➤ Experiências de mulheres agricultoras urbanas e rurais que enfrentam a crise climática por meio da agroecologia.

  • 🧒🏿 Roda “Juventudes Amazônidas pelo Clima: Saberes e Ações Locais” – COOPER D’AMAZÔNIA; Assentamento João Batista; Quilombo Macapazinho; Boa Vista; IPAM; Cultural Survival; CIR; CIESPI/PUC‑Rio; Visão Mundial
    ➤ Mobilização de jovens indígenas, quilombolas e de territórios extrativistas para a justiça climática.

🕕 18h – 19h30

  • 🏠 Painel “Moradia Digna e Justiça Climática: Diálogos sobre Direitos e Territórios” – Habitat para a Humanidade Brasil; Instituto Pólis; União Nacional por Moradia Popular‑PA; CBJC; Mandí – Instituto Tucunduba; Observatório das Metrópoles Belém; UFPA; Valete de Copas; Plataforma Global pelo Direito à Cidade
    ➤ Lançamento de documentário “Apartheid 101” + estudo inédito sobre moradia, justiça climática e direito à cidade. Tradução simultânea.


📅 16/11/2025 (sábado)

🕙 10h – 12h

  • 🏞️ Roda “Proteção dos territórios pela boca de quem faz: justiça climática, cultura e resistências do Amapá” – Associação Gira Mundo; Instituto Mapinguari; IMENA
    ➤ Mulheres negras e jovens comunitárias do Amapá articulam cultura, alimentação e justiça ambiental.

  • 🌍 Painel “Deslocamentos de Pessoas e Justiça Climática: Vozes e Propostas desde os Territórios” – MAWON; Mural do Clima / Fresque du Clima; OXFAM Brasil; Themis; Instituto Hafama; Instituto Venezuela Somos; ONU ACNUR; Associação Grito dos Excluídos Continental
    ➤ Mobilidade humana, migração ambiental, refugiados e comunidades tradicionais. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 🪶 Painel “Justiça, Memória e Clima: Vozes Indígenas na busca pela Reparação e direito ao Futuro” – APIB; CIMC; IPAM; Instituto de Políticas Relacionais; OBIND/UnB
    ➤ Povos originários, comissão da verdade indígena e crisis climática. Tradução simultânea.

  • ✊ Roda “Por Justiça e Bem Viver: Resistências Negras e Periféricas na Amazônia” – Movimento Mulheres Negras Decidem; Coletivo Hip‑Hop Pai D’Égua; SDDH; Instituto Marcinho Mega Kamaradas
    ➤ Mães, juventudes negras e movimentos de periferia articulam bem viver, racismo ambiental e territórios.

  • 🏙️ Roda “Periferias em Crise Climática: experiências, saberes e justiça urbana” – Frente Periférica por Direitos; Instituto NUA; Ação Educativa; Rede de Mulheres da Periferia; Voz das Comunidades; Instituto Witoto
    ➤ Documentário “Periferias pelo Clima” + leitura da “Carta das Periferias” sobre violência ambiental em favelas.

🕓 16h – 17h30

  • 🔄 Roda “Caminhos Comunitários para a Transição Justa” – Coalizão Mundial pelas Florestas; Ibase; Justiça Global; PACS
    ➤ Transição energética comunitária, equidade de gênero/raça e protagonismo local.

  • 🌿 Roda “Soberania Alimentar, Políticas Públicas de Agroecologia e Cultivo da Vida nos Territórios” – Iacitata Amazônia Viva; Observatório do Marajó; Instituto Mapinguari; MPA; Cidades Sem Fome
    ➤ Hortas urbanas, roças comunitárias e agroecologia como resposta à crise climática.


📅 17/11/2025 (domingo)

🕙 10h – 12h

  • 🧠 Painel “Desinformação e Negacionismo Climáticos: impactos e estratégias de enfrentamento” – InfoAmazônia; Instituto Democracia em Xeque; Casa Galileia; Greenpeace Brasil; PROCAM/IEE/USP
    ➤ Como dados imprecisos ou manipulados impactam comunidades e políticas públicas. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 👩🏽‍💼 Painel “Mulheres Negras no Centro da Justiça Climática: resistências, saberes e incidência” – ONG Criola; Observatório de Povos de Terreiro; Rede Vozes Negras pelo Clima; Grupo de Pesquisa A Cor da Baixada; Mesc; Casa Coletivo Terreiro Òbá Labi; SESM; Instituto Cultural Águas do Amanhã; Observatório de Favelas; Associação Quilombo Urbano Ferreira Diniz; Coletivo Simbiose; Redes da Maré; Fundo Agbara; Instituto Comunitário Baixada Maranhense
    ➤ Lideranças mulheres negras articulam narrativas, políticas e criação de carta‑posição para a COP30. Tradução simultânea.

🕓 16h – 17h30

  • 🌱 Roda “Justiça Climática e Protagonismo Comunitário: estratégias de restauração, agricultura e saberes tradicionais” – AGENDHA; FPI; Associação Kapi’Wara; SERTA; Gaia Social; Instituto Themis Furigo; Cajutec; Eccaplan; Afya; Organização Comunitária de Adesão Social; Ruwera Mykyrer – Terra Indígena Alto Rio Guamá
    ➤ Soluções de convivência com biomas árido/semiárido, práticas de agricultura regenerativa e protagonismo indígena.

  • 🧒 Panel “Infância, Justiça Climática e Participação Social” – Fórum Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente; Fórum Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente do Pará; Lar Fabiano de Cristo; Pastoral da Criança; Conselho Regional de Psicologia 10ª Região; OAB
    ➤ Direitos da criança/adolescente, racismo ambiental, moradia, saúde, educação e justiça climática. Tradução simultânea.

  • 💼 Panel “Fortalecendo Vozes e Territórios: Financiamento e Protagonismo Comunitário” – Plataforma Conjunta; Instituto ACP; Coletivo Mirí
    ➤ Financiamento, fortalecimento institucional e protagonismo de comunidades tradicionais. Tradução simultânea.


📅 18/11/2025 (segunda‑feira)

🕙 10h – 12h

  • 🧘 Oficina “Corpo‑Terra: yoga, cuidado coletivo e caminhos para o Bem Viver” – Instituto Casa Compaixão
    ➤ Prática de yoga, respiração e expressão corporal voltadas para mulheres periféricas e ativistas, reconhecendo o corpo como território.

  • 🌾 Painel “Agroecologia, Território e Justiça Climática” – AS‑PTA Agricultura Familiar e Agroecologia; FASE; FLD/CAPA; CTA Zona da Mata; Tijupá; GT Justiça Climática e Agroecologia da ANA
    ➤ Experiências de agroecologia, soberania alimentar e incidência política. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 🌍 Panel “Juventudes do Sul Global: Justiça Climática, Territórios e Transição Justa” – GFC; Coletivo Amazônico LesBiTrans; Rede Cuíra; Coletivo de Juventudes Guardiões do Bem Viver; Geledés; CEERT
    ➤ Juventudes interseccionais de raça, gênero e território na construção de políticas climáticas transformadoras. Tradução simultânea.

  • 🔊 Roda “Comunicação, Território e Justiça Climática: Vozes Quilombolas e Periféricas em Movimento” – Fundo Casa Socioambiental; Instituto Perpetuar; Malungu; CONAQ; Coletivo de Comunicação Popular Ulisses Manaças / MST
    ➤ Valorização da comunicação como direito, saberes quilombolas e mobilização climática.
    🕓 16h – 17h30

  • 🗺️ Roda “Territórios de Resistência: os casos de Barcarena, Fortaleza, Tapajós e Maceió” – Iniciativa Barcarena Sustentável; Gibrie de São Lourenço; Associação Vida e Flora; Concidebar; Instituto Integrado Ambientalista Paraense / Rede Reaver Nordeste; Coletivo Leste Limpa; Coletivo Bom Jardim em Ação; Coletivo Rep Nazarea; Terre des Hommes Brasil / LabHacker / Observatório Caso Braskem / Instituto Akorde
    ➤ Comunidades locais enfrentam racismo ambiental, falta de infraestrutura e mobilização social.

  • 👥 Roda “Clima de Cuidado: Gênero, Juventude e Direito à Cidade” – Instituto Pólis; Casa Fluminense; Instituto Procomum; Instituto Alziras; UNIPOP; LACIGS+; Fórum Paraense de Juventudes; NaCuia; Palmares Lab
    ➤ A crise climática aprofunda desigualdades para mulheres negras, jovens e pessoas LGBTI+.

  • 🛒 Oficina “É mentira verde! Como identificar e denunciar o greenwashing” – Idec (Instituto de Defesa do Consumidor)
    ➤ Grupo trabalha casos concretos de greenwashing em alimentação, telecomunicações e consumo sustentável.
    🕕 18h – 19h30

  • 📚 Painel “Justiça Climática, Financiamento e Direitos Humanos: desafios e articulações possíveis” – Fundo Dema; FASE; Inesc; Plataforma Socioambiental; COIAB
    ➤ Reflexão sobre financiamento climático, deslocamentos e racismo ambiental. Tradução simultânea.


📅 19/11/2025 (terça‑feira)

🕙 10h – 12h

  • 👦 Panel “Juventude em defesa do Meio Ambiente” – Nova Acrópole Belém
    ➤ Juventude amazônida e transição justa: sustentabilidade, justiça social e pertencimento territorial. Tradução simultânea.

🕑 14h – 15h30

  • 💡 Oficina “Financiamento e Redes de Justiça Climática” – RBBC; GYBN Brazil; PYCC; Rede Cuíra; AVINC; Instituto Alana; Climate Emergency Collaboration Group; SOS Mata Atlântica; LACLIMA; BRASFI; EmpoderaClima
    ➤ Diálogo com jovens, mulheres e comunidades locais sobre captação de recursos para justiça climática.

🕓 16h – 17h30

  • 📣 Oficina “Comunicação popular como estratégia de mobilização para justiça climática” – Coletivo Chibé; BemTV; Instituto Inova; Instituto Kapanawá Shanenawá
    ➤ Produção de conteúdos audiovisuais, valorização de saberes ancestrais e redes sociais como ferramenta de mobilização.

  • 🏞️ Roda “Territórios Garantidos: Direitos de Povos e Comunidades Tradicionais” – FASE Amazônia; Tijupá; AATR; Terra de Direitos; ISPN
    ➤ Titulação de territórios, direito à cidade e justiça territorial para povos e comunidades tradicionais.




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