O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), denunciou no Ministério Público o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) por declarações homofóbicas. A denúncia foi feita na última quarta-feira (19), após ex-parlamentar criticar a decisão do governo do RS de manter as escolas cívico-militares. Na ocasião, Wyllys disse que “gays com homofobia internalizada em geral desenvolvem libido e fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes”.

A informação da denúncia foi anunciada pelo governador gaúcho em sua conta no Twitter nesta quinta-feira (20). “Não interessa se é da direita ou da esquerda. Não interessa a cor da bandeira que carrega. O que importa é que homofobia, preconceito, discriminação não podem ser tolerados“, disse Leite em um vídeo publicado na rede social.
“A sociedade que a gente defende é uma sociedade de respeito, de tolerância, em que as pessoas sejam julgadas pelo seu caráter, pela sua capacidade, pela sua honestidade, não pela cor da pele, não pela crença religiosa, não pela orientação sexual. Homofobia, venha do lado que vier, preconceito e discriminação, venha do lado que vier, da cor da bandeira que cada um segurar, não pode ser tolerado e por isso eu faço essa representação junto ao Ministério Público“, acrescentou o governador.
Ao portal g1, o advogado do ex-deputado federal, Lucas Mourão, afirmou que não tem conhecimento da representação do governador gaúcho. Ele acrescentou ainda que “não houve qualquer comunicação oficial a respeito, motivo pelo qual não é possível comentar” sobre o assunto.
A exemplo do que fiz quando fui atacado com declarações homofóbicas por Roberto Jefferson e Jair Bolsonaro, decidi ingressar com representação contra Jean Wyllys pelas falas preconceituosas e discriminatórias contra mim. Entenda no vídeo a seguir. pic.twitter.com/3RpsfoeCPs
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) July 20, 2023
Entenda a discussão
Na última sexta-feira (14), Leite afirmou em seu Twitter que o governo do Rio Grande do Sul manterá as escolas cívico-militares. Atualmente, há 18 instituições estaduais nesse modelo. Em seguida Wyllys fez uma publicação em resposta ao governador, criticando a medida e o fato da decisão ter partido de um político abertamente gay.
Para tentar explicar a razão de Leite ter mantido as escolas cívico-militares, Wyllys disse que se tratava de “homofobia internalizada”. “Que governadores heteros de direita e extrema-direita fizessem isso já era esperado. Mas de um gay…? Se bem que gays com homofobia internalizada em geral desenvolvem libido e fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes; se for branco e rico então… Tá feio, bee!“, escreveu o ex-deputado no Twitter.
Criado em 2019, o programa de escolas cívico-militares permitia a transformação de escolas públicas para o modelo cívico-militar. No formato, educadores civis ficam responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passa para os militares. O governo federal decidiu encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim). No entanto, o governo do gaúcho decidiu manter nesse modelo as escolas que já operavam com ele.
Junte-se à nossa comunidade
Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.














