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O mandato da vereadora Carla Ayres (PT), em Florianópolis (SC), desarquivou uma série de Projetos de Lei apresentados durante os meses em que assumiu a vaga do partido na Câmara, enquanto ela ainda era suplente. Entre eles, o PL 18049/2020, que prevê que o trecho central entre as ruas Anita Garibaldi (uma das poucas ruas com nome de mulher na cidade) e Antônio Nico Luz passe a se chamar “Passeio Marielle Franco”.

A escolha em homenagear Marielle se deu em decorrência da sua luta pela periferia, mulheres, pessoas negras, LGBTI+ e por um país de oportunidades e justiça social. Ainda no início da tramitação, o PL foi alvo de discurso de ódio de pessoas que negam a representatividade de Marielle, que teve sua vida ceifada de forma cruel, e a violência moral, física, psicológica e política contra as mulheres em todo o país. ⠀

O projeto foi desarquivado em meio ao avanço de posturas e valores antidemocráticos e pró-ditadura, como foi o caso do ato do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), cuja prisão foi mantida após fazer alusão e enaltecer o AI-5. Daniel Silveira é o deputado bolsonarista que quebrou uma placa em homenagem à Marielle Franco em 2018, no mesmo ano em que a vereadora foi assassinada no Rio de Janeiro.

Vereadora Carla Ayres desarquiva projeto que denomina trecho de avenida como Passeio Marielle Franco, em Florianópolis
Vereadora Carla Ayres desarquiva projeto que denomina trecho de avenida como Passeio Marielle Franco, em Florianópolis – Reprodução

Monica Benício pauta reconhecimento às mulheres lésbicas no Rio de Janeiro

Viúva de Marielle Franco, a vereadora e arquiteta Monica Benício (PSOL) apresentou o Projeto de Lei Nº 8/2021 na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro para que haja o Dia da Visibilidade Lésbica no Calendário Oficial da Cidade do Rio de Janeiro, sendo comemorado em 29 de agosto. A escolha da data é para homenagear o 1º Seminário Nacional de Lésbicas – Senale, feito no dia 29 de agosto de 1996.

Benício diz que a data vai ser importante para que as mulheres lésbicas tenham mais visibilidade e reconhecimento: “há quem se ache no direito de não reconhecer a existência e a dignidade de mulheres lésbicas. Da falta de dados oficiais do Estado sobre essa população, à não consideração de mulheres que amam mulheres nas políticas públicas, a invisibilidade das mulheres lésbicas é a regra. É urgente o reconhecimento para a produção e promoção de políticas públicas que atendam essa população.” Continue lendo.




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