Há quatro anos vivendo coma a esposa e dois filhos em Vancouver, no Canadá, o icônico dançarino do É o Tchan, Jacaré, participou via live do programa Altas Horas no último sábado, 12, ao lado de Scheila Carvalho e Sheila Mello. O trio relembrou que, além do grande sucesso nos anos 90, também houve alguns momentos difíceis.

- CURTA A PÁGINA DO FACEBOOK -

Jacaré conta que, frequentemente, em shows realizados fora da Bahia, era alvo de preconceito por dançar axé e rebolar nos palcos. “Quando o grupo começou a ir para o Sul e Sudeste, ir para a televisão em rede nacional, aí sim, foi muito complicado. Sempre tinha aquela coisa de gritar ‘ah, olha o veado’… Eu recebi lata no joelho, recebi muita gritaria”, relembrou ele, em entrevista ao Serginho Groisman. “Mas hoje eu fico muito feliz em ver que todo o Brasil dança, rebolando, requebrando, e espero ter contribuído para isso”, acrescentou.

As dançarinas contaram também que já receberam muito “hate” do público. Scheila Carvalho conta que sofreu muito após ganhar o concurso para entrar no grupo, em 1997. “Sofri um pouco desse preconceito regional. A Rosiane [Pinheiro, finalista do concurso junto com Scheila] era baiana e a Bahia inteira estava torcendo por ela. Nos primeiros shows com o É o Tchan, eu recebi muito urso na cara, [falavam] ‘sai daí, sai daí’, [ficavam] gritando Carla [Perez]”, afirmou.

Sheila Mello, a loira, disse que começou a sofrer preconceito após o sucesso: “Quando eu saí do Tchan, que fui fazer Artes Cênicas, depois fui para Bioenergética e, depois, Psicologia, eu vi o tamanho do preconceito. Como não tinha rede social, não era todo mundo que podia falar. Ninguém tinha coragem de falar. Então, só conheci esse preconceito, o tamanho dele, quando saí e fui pegando outros rumos e me deparando com outras pessoas”.

Google Notícias