A atriz Maria Alice Vergueiro, que ficou famosa na década de 2000 com um dos primeiros virais da internet pelo vídeo “Tapa na Pantera”, morreu na manhã desta quarta-feira (3 de junho), em São Paulo. Ela estava internada na UTI do Hospital das Clínicas com pneumonia e insuficiência respiratória.

O curta-metragem citado é uma obra de ficção dirigida por Esmir Filho, em que ela “defendia”, de forma bem humorada, o uso da maconha.

“Depois dizem que maconha vicia…eu fumo há trinta anos, todos os dias, não pulo nenhum… e não estou viciada!”.

Ela é muito conhecida entre os fãs de teatro, com mais de cinquenta anos de carreira. Entre os destaques está “O Rei da Vela” (1967), “Galileu Galilei” (1975) e “A Ópera do Malandro” (1978).

Já o dramaturgo Ivan Cabral e amigo particular de Maria Alice, comentou sua morte (via Isto É):

“É triste porque é muita gente importante na história do teatro indo embora ao mesmo tempo. Maria Alice era uma luz muito forte para nós artistas que não somos ‘mainstream’, que não seguimos carreira na televisão, e, sim, por uma área de pesquisa teatral. Ela mostrava para nós que era possível seguir essa trajetória de maneira digna”

BIOGRAFIA

Nascida em 19 de janeiro de 1935 em São Paulo, Maria Alice Monteiro de Campos Vergueiro foi pedagoga, professora universitária e atriz de teatro. É descendente de um dos senadores mais influentes da época do Império, o Senador Vergueiro, que hoje em dia dá nome a ruas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Sua estreia no teatro foi no ano de 1962, no espetáculo A Mandrágora. Conhecida como dama do underground ou “velha dama indigna”.

Maria Alice Vergueiro também foi atriz do Teatro do Ornitorrinco e assistente de direção de Cacá Rosset em “Sonho de Uma Noite de Verão”. Em 1992, atuou e dirigiu o espetáculo O Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".