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A orientadora financeira Nathália Rodrigues, conhecida como “Nath Finanças”, usou seu perfil no Twitter para contar sobre sua bissexualidade no último dia 12 de dezembro.

“Contei para minha mãe que sou bissexual e ela simplesmente me apoiou. ‘Continua a sigla GLS?’ Toda fofa tentando entender”, disse ela.

Após a massiva recepção positiva perante sua revelação, ela fez um outro tweet agradecendo todo o acolhimento.

Nath Finanças revela ser bissexual
Reprodução

POR QUE TROCAMOS GLS PARA LGBTQIA+?

Quem viveu os anos noventa provavelmente lembra da sigla GLS, que era usada para designar a comunidade que hoje chamamos de LGBTQIA+. Você sabe por que houve a mudança?

GLS foi um termo criado no Brasil em 1994 por André Fischer em uma conversa Camila Carvalho na busca de uma tradução para “gay friendly”. A tropicalização da sigla teve motivação a estratégia de comunicação de lançamento do BBS e Festival Mix Brasil do respectivo ano.

Em suma, GLS foi um acrônimo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes e seu objetivo inicial era puramente mercadológico, mas em pouco tempo foi adotado pela sociedade brasileira. O “S” de simpatizantes vinha para representar as pessoas heterossexuais que apoiavam o movimento.

Posteriormente, a própria organização do Festival Mix Brasil fez uma autocrítica ao perceber que as três letras excluíam algumas orientações e identidades. Como nos Estados Unidos já se utilizava a sigla LGBT, em 2008 o termo GLS foi oficialmente substituído, com o objetivo de se aproximar das outras culturas que já a utilizavam. Inicialmente era dito como GLBT, porém as letras “L” e “G” foram trocadas de lugar para valorizar as lésbicas no contexto de diversidade sexual, considerando que a visibilidade dos homens gays é muito maior do que a das mulheres homossexuais na sociedade.

Além disso, o “T” inclui as pessoas trans, colocando a identidade de gênero junto com a orientação sexual. Como o objetivo é a luta por direitos e a promoção das mais diversas identidades de gênero e orientações sexuais, a sigla foi ganhando mais letras, e hoje é mais conhecida como LGBTQIA+, sendo que o “+” é para incluir todas as pessoas que não se enquadram nas outras letras e nem nos héteros e cisgêneros, como pansexuais, agêneros, arromânticos, não binários, gênero fluido etc.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

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