A cidade do Rio de Janeiro será sede da 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026), entre os dias 26 e 31 de julho. Organizado pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), o evento ocorrerá pela primeira vez na América do Sul e contará com apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, além de parcerias com a Fiocruz, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).
O encontro reunirá cientistas, ativistas, profissionais de saúde, representantes de movimentos sociais e pessoas vivendo com HIV ou aids. A proposta é debater políticas públicas, pesquisas e ações de enfrentamento à epidemia.

Sob o tema “Repensar. Reconstruir. Avançar”, a conferência terá formato híbrido, permitindo participação presencial e online. A programação prevê sessões científicas, mesas-redondas, exposições e oficinas. A expectativa é reunir entre 7 000 e 10000 participantes de todo o mundo
Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o Brasil mantém uma política pública consolidada em HIV e aids, sustentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso gratuito à prevenção, diagnóstico e tratamento.
“Asseguramos a terapia antirretroviral ainda nos anos 1990, adotamos o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV em 2013 e, recentemente, alcançamos a eliminação da transmissão vertical do HIV. Os resultados demonstram que investir em vigilância, cuidado integral e equidade salva vidas. Sediar a maior conferência mundial sobre o tema reafirma o compromisso do Brasil com a ciência, os direitos humanos e o fortalecimento do SUS”, declarou.
Para Beatriz Grinsztejn, presidente da IAS e pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), a escolha do Brasil amplia a visibilidade da epidemia na América Latina, onde o número de novas infecções ainda cresce.
“A resposta brasileira, fundamentada nos direitos humanos, no acesso universal ao tratamento e à prevenção e no forte engajamento comunitário, oferece um cenário estratégico para fortalecer a resposta ao HIV no país, na região e no mundo”, afirmou.
Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde e co-presidente da comissão organizadora da conferência, afirmou que o evento reconhece os avanços do Brasil nos últimos 40 anos. “Será uma honra, uma oportunidade de compartilhar a experiência brasileira e de fortalecer a resposta internacional, em parceria com o SUS e com a sociedade civil”, disse.
O vice-presidente da Abia, Veriano Terto, destacou que a conferência servirá como espaço estratégico para discutir desigualdades entre países e os entraves que ainda dificultam o controle da epidemia. Segundo ele, a articulação entre ciência e comunidade é essencial para a construção de respostas eficazes.
A conferência também abordará as especificidades regionais. Apesar da ampliação do acesso ao tratamento e da redução das mortes relacionadas à aids, alguns países da América Latina têm registrado aumento da mortalidade entre mulheres e crescimento recente nas novas infecções. O cenário reforça a importância de ações coordenadas de prevenção, cuidado e enfrentamento ao estigma.
Mais informações: https://iasociety.org/
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