Durante a 22ª Festa Literária de Paraty (Flip), que encerrou no dia 13 de outubro, a cantora Alice Caymmi, 34 anos, revelou que desde a adolescência enfrentou desafios ao expressar sua orientação sexual, que agora aborda abertamente em seu trabalho e vida pessoal. A artista vem se destacando pelo seu posicionamento como uma figura pública que se identifica como pansexual e queer. Texto contém informações do Splash UOL.

Neta do cantor e compositor Dorival Caymmi, Alice descreveu como era complicado lidar com a sexualidade dentro de seu contexto familiar, onde figuras como seu pai, Danilo Caymmi, e seus tios, Nana e Dori Caymmi, não falavam sobre o assunto abertamente. “Quando eu era adolescente já tinha muitos olhares. Quando eu tive possibilidade de ter uma namoradinha já deu um escândalo. Isso foi uma maluquice”, disse a artista.
“Foi muito difícil, porque eu estava próxima de muitas dessas cantoras [que são LGBTQIA+], por eu ter muito contato com grandes artistas, e sempre foi uma coisa meio velada nas conversas. O pessoal da geração do meu pai, dos meus tios, não tem esse tipo de conversa. Não existe esse tipo de abertura. Eles são super fechados e não falam sobre”
A artista também refletiu sobre como a identidade sexual pode às vezes ofuscar a arte em si, citando exemplos de amigos dentro da população LGBTQIA+, como Liniker, que desejam ser reconhecidos mais por seu trabalho artístico do que apenas por sua identidade sexual. “Às vezes, a coisa chega na frente da arte da pessoa. Eu vejo pessoas, amigas, da sigla, falando: ‘Pô, eu queria que me ouvissem mais. Ficam me chamando por causa disso. Eu queria ser chamado menos por causa disso’. Pessoas maravilhosas, como a Liniker, por exemplo”, desabafou.
Durante o evento na Casa Edições Sesc, Alice Caymmi esteve ao lado do advogado Renan Quinalha, autor do livro “Direitos LGBTI+ no Brasil: Novos Rumos da Proteção Jurídica“. O escritor discutiu a importância de levar o debate sobre os direitos da comunidade para além dos círculos jurídicos, alcançando um público mais amplo: “Os direitos LGBTQIA+, assim como quaisquer outros direitos, são importantes demais para ficarem nas mãos dos advogados, dos juristas, dos juízes e dos promotores”.
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