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Com o tema ‘Existe um futuro preto e ele não se constrói sozinho’, a edição 2021 do Festival Feira Preta está sendo realizada em parceria com o Facebook. Com atrações nacionais e internacionais, entre shows, workshops, espetáculos, intervenções artísticas e painéis, o evento acontece até 10 de dezembro e conta, ainda, com milhares de produtos de empreendedores de todo o país que estarão à venda nos marketplaces dos parceiros e da Feira Preta.

"Ballroom" e luta pelos direitos LGBTQIA+ são destaques da Feira Preta nesta segunda, 29
Pxssy Palace – Foto: Bernice Mulenga

Nesta segunda-feira, 29 de novembro, a programação do Festival traz dois eventos ao vivo – e gratuitos – em parceira com o British Council: o primeiro, às 19h, uma conversa com sobre noite e ativismo, onde Preto Teo media o papo com o Flip Couto (Coletivo Amem) e Nadine Ahmad (Plataforma Pxssy Palace – UK) sobre a atualidade da vida noturna e a importância como cenário da luta pelos direitos dos LGBTQIA+. Posteriormente, às 21h, um diálogo artístico também entre a Plataforma Pxssy Palace (Reino Unido) e o Coletivo Amem (Brasil) sobre DJind, dança e visuais num ballroom pelas comunidades LGBTQIA+.

"Ballroom" e luta pelos direitos LGBTQIA+ são destaques da Feira Preta nesta segunda, 29
“Ballroom” e luta pelos direitos LGBTQIA+ são destaques da Feira Preta nesta segunda, 29 – Divulgação

Serviço

Festival Feira Preta 2021 – Existe um futuro preto e ele não se constrói sozinho
Data: de 20/11 a 10/12s
Formato: online – Via redes sociais da Feira Preta – @feirapretaoficial
Ingressos: Gratuito
Programação: festivalfeirapreta.com.br

‘Ball Culture’

Ball é uma competição da cena underground LGBT+ dos Estados Unidos, que consiste em apresentações em discotecas, muitas vezes feitas por drag queens, de diferentes tipos e objetivos. Começou em Harlem há pelo menos 5 décadas e atualmente existem ballrooms em mais de 15 cidades dos Estados Unidos, a maioria na costa nordeste (Nova York, Newark, Jersey City, Filadélfia, Baltimore e Washington).

voguing madonna
Voguing Madonna

Entre as modalidades da competição, há uma onde os candidatos “caminham” como se estivessem em uma passarela de desfile (runaway) e outra onde se fazem uma performance de “voguing“. Os troféus geralmente têm formatos de bolas (“balls”, em inglês); daí o porquê do nome. Alguns troféus chegam a ter quase 4 metros de altura.

Festa Deck Knights

A maioria dos participantes das balls pertence a grupos conhecidos como houses. As houses são lideradas por “mães” e “pais”, fornecendo orientação e apoio para as “crianças” de suas casas. As houses ganhadoras de muitos troféus recebem o título de “legendary“. Entre as mais famosas estão a House of Ninja (fundada por Willi Ninja), House of Aviance (fundada por Madre Juan Aviance), Xtravaganza (fundada por Hector ‘Xtravaganza’ Valle), Infiniti, Mizrahi, LaBeija (fundada por Crystal LaBeija), House of Dupree (fundada por Paris Dupree), House of Amazon (fundada por Leoimy Maldonado), e House of Mugler. Normalmente, os membros da house adotam o nome de seu grupo como seu último nome.

Competidores de balls
Competidores de balls

Os critérios julgados são: habilidades performáticas (voguing), figurinos e atitude. Os participantes se vestem de acordo com a categoria em que estão competindo para reapresentar o universo apropriado. As balls são influenciadas pela moda e música hip hop. As competições podem durar até dez horas, com dezenas de categorias em uma só noite.

A “house ball culture” foi capturada pela primeira vez no documentário de Jennie Livingston, Paris is Burning (1990).

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"