Em cartaz, longa ‘Inferninho’ retrata melodrama queer em bar

Longa de Guto Parente e Pedro Diógenes, "Inferninho" está em cartaz nos cinemas brasileiros e já foi exibido em diversos festivais com temática LGBT e de diversidade sexual

Ambientado todo dentro de um bar, o longa “INFERNINHO”, de Guto Parente e Pedro Diógenes, é uma tragicomédia inspirada nos melodramas das pessoas que não se enquadram nos padrões da sociedade.

Esta semana o filme está em cartaz no IMS Paulista, Petra Belas Artes e Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca.

Na trama, a trans Deusimar (Yuri Yamamoto) é a dona do bar Inferninho. Ela sonha em ir embora para um lugar distante, até conhecer Jarbas (Démick Lopes), um marinheiro que acaba de chegar e que quer fincar raízes. A história de amor dos dois muda completamente o cotidiano do bar e dos seus funcionários: o garçom Coelho (Rafael Martins), a cantora Luizianne (Samya de Lavor) e a faxineira Caixa-Preta (Tatiana Amorim), apaixonada por ela.

O filme teve estreia mundial no Festival de Rotterdam e já foi exibido em diversos países. Em Portugal, participou do Festival Queer Lisboa, onde levou o prêmio de Melhor Filme. Também esteve na seleção do 32nd BFI Flare: London LGBT Film Festival (Inglaterra) e do Mezipatra Queer Film Festival (Grécia). No Brasil, foi exibido no 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no 12º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

Também foi o grande vencedor da XI edição do Janela Internacional de Cinema do Recife, com os prêmios de Melhor Filme e Melhor Imagem, do Júri Oficial, e de Melhor Filme, do Júri da Crítica. Na última edição do Festival do Rio conquistou os prêmios Especial do Júri, da Première Brasil – Novos Rumos, e o Prêmio Félix, além de ter sido consagrado na Mostra Internacional de Cinema de São Luís com os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator.

“INFERNINHO” nasceu do encontro de dois grupos artísticos de Fortaleza: Grupo Bagaceira de Teatro e Alumbramento Filmes. “Inquietações como essa uniram um grupo de teatro e um coletivo de cinema que, num processo de intensa troca, construíram juntos o Inferninho para falar do amor e da fantasia, como possibilidades de resistência dentro de um contexto atual onde direitos básicos são negados, as minorias são rechaçadas e o moralismo se torna cada vez mais dominante”, revela Guto Parente.

O primeiro roteiro de “INFERNINHO”, que a principio era uma série de TV, começou a ser desenvolvido dentro do Laboratório de Audiovisual do Porto Iracema das Artes, com os dois coletivos trabalhando juntos. Os atores participaram criativamente do processo desde a elaboração do roteiro e foram fundamentais na construção das personagens, que são o foco do filme. É através das personagens, dos seus desejos e das suas angústias, que o filme busca uma relação sensível com o espectador, sem perder a possibilidade de uma reflexão maior sobre o que é visto.

O bar onde se passa o longa é quase um personagem. Pedro conta que “trabalhar esse espaço foi dos grandes desafios do processo, pois é um filme que se passa todo na mesma na locação. E esse cenário único tinha que transmitir o clima e a atmosfera que pretendíamos construir. O espaço sempre foi pensando como um lugar de refúgio e como um prolongamento dos seus personagens. O bar tem muito da personalidade da Deusimar, assim como o palco carrega um pouco da Luiziane”.

“INFERNINHO”, que tem distribuição da Embauba Filmes, foi viabilizado com recursos provenientes do Edital de Cinema da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, que contou com aporte da Ancine/FSA através dos arranjos regionais.

Cartaz de "Inferninho"

Sinopse:
Deusimar é a dona do Inferninho, bar que é um refúgio de sonhos e fantasias. Ela quer deixar tudo para trás e ir embora, para um lugar distante. Jarbas, o marinheiro que acaba de chegar, sonha em ancorar e fincar raízes. O amor que nasce entre os dois vai transformar por completo o cotidiano do bar.

Lista de festivais
IFFR: International Film Festival Rotterdam (Holanda)
32nd BFI Flare: London LGBT Film Festival (Inglaterra)
Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay (Uruguai)
Bafici: Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires (Argentina)
Filmadrid: Festival Internacional de Cine (Espanha)
Filmfest München (Alemanha)
18º Santa Fe Muestra de Cine Independiente (Argentina)
Queer Lisboa: Festival Internacional de Cinema Queer (Portugal) – Prêmio de Melhor filme na sessão Queer Art
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Mostra Internacional de Cinema de São Luís – Prêmios Melhor filme; Melhor Direção; Melhor Ator
Pornfilmfestival Berlin (Alemanha)
Festival do Rio – Prêmio Felix Especial do Júri; Prêmio Especial do Júri Première Brasil
XI Janela Internacional de Cinema do Recife – Prêmio Melhor Filme Longa-metragem; Melhor Imagem Longa-metragem; Melhor Filme Janela Crítica
26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
Mezipatra Queer Film Festival (Grécia)
32nd Festival Cineuropa (Espanha)
XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema
IX Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira
12º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira
5ª Mostra de Cinema de Gostoso
Transcinema: Festival Internacional de Cine (Peru)
FICCI – International Film Festival of Cartagena de Indias (Colômbia)

Ficha Técnica:
Direção: Guto Parente e Pedro Diógenes
Escrito por: Guto Parente, Pedro Diógenes e Rafael Martins
Direção de Fotografia: Victor de Melo;
Direção de Arte: Tais Augusto;
Som: Lucas Coelho;
Figurino: Isac Bento e Filipe Arara;
Montagem: Victor Costa Lopes;
Trilha Sonora: Vitor Colares e Felipe Lima;
Músicas: Rita de Kassia;
Direção de Produção: Clara Bastos e Rogério Mesquita;
Produção Executiva: Amanda Pontes e Caroline Louise.
Produção: Marrevolto filmes em parceria com Grupo Bagaceira e Tardo Filmes.
Elenco: Yuri Yamamoto, Demick Lopes, Samya de Lavor, Rafael Martins, Tatiana Amorim, Paulo Ess, Galba Nogueira, Pedro Domingues e Gustavo Lopes.
Distribuição – Embaúba Filmes

Sobre os diretores:

Guto Parente e Pedro Diógenes trabalham juntos desde o início de suas carreiras. Inferninho é o quarto longa-metragem que eles dirigem juntos, mas o primeiro como dupla, já que os outros três foram dirigidos também por Luiz e Ricardo Pretti, em uma formação de quarteto – Estrada para Ythaca (2010), Os Monstros (2011) e No Lugar Errado (2011). Guto dirigiu sozinho ou em outras parcerias de direção os filmes Doce Amianto (2013), A Misteriosa Morte de Pérola (2014), e O Estranho Caso de Ezequiel (2016) e O Clube dos Canibais (2018); e Pedro os filmes Com os Punhos Cerrados (2014) e O Último Trago (2016). Seus filmes foram exibidos em importantes festivais de cinema como Locarno, Roterdã, AFI, FidMarseille, Viennale, entre outros.

Sobre a produtora:

A MARREVOLTO reúne a experiência de produtores e artistas que trabalham no audiovisual
cearense há mais de 10 anos. Após uma bela e longa trajetória na produtora ALUMBRAMENTO,
Amanda Pontes, Caroline Louise e Pedro Diógenes se unem a Victor De Melo e Victor Furtado em torno do desejo de trabalhar a formação, pesquisa e produção audiovisual com foco no cinema independente que pensa de forma inventiva os métodos de produção, o diálogo com as outras linguagens e a relação com público.

Desde 2008, os filmes desenvolvidos pelos integrantes da MARREVOLTO vêm ganhando destaque no cinema nacional com exibições e prêmios em importantes festivais dentro e fora do país, tendo também chamado atenção da crítica cinematográfica e sido tema de vários trabalhos acadêmicos. Os longas foram distribuídos comercialmente nos cinemas do Brasil e contaram com exibições em Tvs abertas e fechadas. Além da produção de filmes, os integrantes da MARREVOLTO têm vasta experiência em ações voltadas para a formação em audiovisual e na realização de mostras e cineclubes. Em 2018, a MARREVOLTO estreou o longa INFERNINHO, dirigido por Guto Parente e Pedro Diógenes, no importante Festival de Rotterdam na Holanda e circulou por diversos festivais na Argentina, Uruguai, Espanha, Alemanha, Portugal, entre outros. Os curtas OCEANO, de Amanda Pontes e Michelline Helena, e PONTE VELHA, de Victor de Melo, que estreou na Mostra de Tiradentes, também foram obras exibidas em 2018. Nesse ano, a produtora também irá finalizar CRÔNICA DA ÚLTIMA CIDADE, primeiro longa de Victor Furtado, e o novo longa de Pedro Diógenes, intitulado PAJEÚ. Outros filmes estão em fase de desenvolvimento como: IRACEMA, de Victor de Melo, ENSAIO SOBRE ESTAR ALI, de Amanda Pontes e Michelline Helena, e A FILHA DO PALHAÇO, de Pedro Diógenes.

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