João Silvério Trevisan lança livro ‘A Idade de Ouro do Brasil’ nesta quarta

Uma disputa de poder entre a convenção política e o submundo das travestis paulistanas é o centro doromance altamente profético de Trevisan

Na próxima quarta-feira, 20 de novembro, haverá o lançamento de A IDADE DE OURO DO BRASIL, livro de João Silvério Trevisan. O evento acontece dentro da programação do Festival Mix Brasil, às 16h, na Biblioteca Mário de Andrade. Com performance e leitura de trechos com Ikaro Kadoshi, a entrada é gratuita e haverá sessão de autógrafos com o Trevisan.

Em A IDADE DE OURO DO BRASIL, João Silvério Trevisan costura com agilidade cinematográfica uma narrativa repleta de guinadas, na qual políticos e Afrodites protagonizam a crueza da tragédia que se aproxima. Saiba mais sobre o livro no link nos destaques.

O livro é ambientado em 2009, em uma mansão no interior de São Paulo. A história narra seis políticos e empresários bem-sucedidos que se reúnem para articular a criação de um partido. Usando a estrutura partidária, esses homens almejam acesso fácil aos cofres do Estado, com um olho no porvir alvissareiro. Sonha-se com aquilo que finalmente vai se tornar real: a idade de ouro do Brasil. O encontro tem tudo para dar certo, não fossem dois imprevistos. Primeiro, a visita de um ex-capitão do exército, que os colocará em xeque. Depois, a entrada em cena das Afrodites da Pauliceia, trupe de travestis exuberantes. Sob o comando da veterana Vera Bee — professor universitário durante o dia, que à noite se monta e fornece cocaína à clientela —, elas são convidadas para alegrar o final dos trabalhos. Nas noites de excesso que se seguem, os antagonismos se acirram. O poder, disputado a ferro e fogo, apontará para um caminho tragicômico, em que não há heróis, nem inocentes. O Brasil vai acordar do seu sonho esplêndido.

João Silvério Trevisan lança livro 'A Idade de Ouro do Brasil' nesta quarta
Foto: Festival Mix Brasil 2018

JOÃO SILVÉRIO TREVISAN nasceu em 1944. Ativista na área de direitos humanos, fundou em 1978 o “Somos”, primeiro Grupo de Liberação Homossexual do Brasil. Tem catorze livros publicados, sejam ensaios, romances ou contos. Entre outros, é autor do romance Pai, Pai e do já clássico estudo multidisciplinar Devassos no Paraíso. Realizou também trabalhos como roteirista e diretor de cinema, dramaturgo, tradutor e jornalista. Recebeu três vezes os Prêmios Jabuti e da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA). Em 2018, foi finalista dos Prêmios Jabuti e Oceanos.