As pesquisadoras Bruna Irineu e Larissa Pelúcio lançam, no dia 5 de junho, em São Paulo, o livro “Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+”, publicação que discute como plataformas digitais, redes sociais e sistemas de inteligência artificial podem interferir na circulação de conteúdos ligados à diversidade sexual e de gênero. O lançamento será realizado às 17h, na Livraria Megafauna, no Edifício Copan, com entrada gratuita e aberta ao público.

Na obra, as autoras analisam a chamada violência algorítmica como parte de uma disputa política que também ocorre no ambiente digital. O livro parte da crítica à ideia de neutralidade tecnológica para examinar como mecanismos automatizados podem reduzir alcance, restringir visibilidade e criar hierarquias entre conteúdos, perfis e formas de expressão.
A discussão envolve temas como capitalismo de vigilância, justiça algorítmica, moderação de conteúdo e atuação das big techs. Segundo as informações oficiais da publicação, o livro busca apresentar esses conceitos em linguagem acessível, relacionando tecnologia, poder e desigualdades sociais.
Além da análise crítica, “Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+” aborda iniciativas de resistência e reapropriação tecnológica. Entre os exemplos citados está o TecnoCuir, ação hacker transfeminista. A obra também traz um glossário com termos ligados à democracia, ativismo digital e justiça algorítmica.
O debate de lançamento terá participação de Veronyka “Travahacker” Gimenes, diretora da Código Não Binário, apresentadora do podcast “Entre Amigues” e criadora de tecnologias LGBTQIA+, como a inteligência artificial TybyrIA; Amanda Claro, cofundadora e diretora de projetos da Código Não Binário, também apresentadora do podcast “Entre Amigues” e colaboradora no desenvolvimento da TybyrIA; Ju Motter, com doutorado em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela UFBA e responsável pela criação do coletivo VelcroChoque; e Renan Quinalha, professor de Direito na Unifesp e autor de “Movimento LGBTI+: uma breve história do século XIX aos nossos dias”.

Bruna Irineu é assistente social, professora da Universidade Federal de Mato Grosso e pesquisadora nas áreas de políticas públicas, gênero e sexualidade. É autora de “Nas tramas das políticas públicas LGBT: um estudo crítico da experiência brasileira (2003–2015)” e coautora de “Diversidade sexual e de gênero e Marxismo”.
Larissa Pelúcio é antropóloga e professora da Universidade Estadual Paulista. Entre suas publicações estão “Abjeção e Desejo: uma etnografia travesti sobre o modelo preventivo de aids” e “Amor em Tempos de Aplicativos: masculinidades heterossexuais e a nova economia do desejo”.
Serviço
- Debate e sessão de autógrafos do livro “Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+”
- Data: 5 de junho
- Horário: 17h
- Local: Livraria Megafauna, no Edifício Copan
- Endereço: Avenida Ipiranga, 200, loja 53, Centro Histórico de São Paulo, São Paulo
- Entrada: gratuita e aberta ao público
Ficha técnica
Título: “Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+”
Subtítulo: “Ensaios sobre tecnologia, poder e resistência na era digital”
Autoras: Bruna Irineu e Larissa Pelúcio
Editora: ABETH
ISBN: 978-65-984692-2-1
Páginas: 244
Preço: R$ 75,00, físico; R$ 3,99, e-book
Onde encontrar: e-book gratuito no site da ABETH e e-book na Amazon.
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