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Nesta quinta-feira (07), será lançado o livro “O brilho das velhices LGBT+”, que traz depoimentos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e pansexuais entre 47 e 72 anos. Os relatos foram colhidos no ano passado, durante seis meses. Ao todo, foram 55 horas de gravação com 20 entrevistados. A obra tem como organizadores Luiz Baron, Carlos Eduardo Henning e Sandra Regina Mota. As informações são da colunista Mariza Tavares, do G1.

(Foto: Reprodução)

O relato de Denise Taynáh abre o livro. “A sociedade me define como uma mulher trans, mas eu me percebo como uma mulher não genética”, afirma ela. Batizada como Luiz Celso, Denise conta que viveu um papel masculino e foi pai sete vezes até os 50 anos. Inicialmente como crossdresser, aos poucos foi descobrindo que apenas um figurino não bastava – ela precisava ser feminina em tempo integral.

A obra também traz a história de Dora, lésbica de 67 anos. Ela também casou e teve uma filha. Durante muito tempo a idosa diz não ter sentido prazer. Anos depois, Dora se permitiu viver a sexualidade plena. Em contrapartida, relata duas experiências negativas: um relacionamento abusivo e outro de interesse.

José Carlos, um homem bissexual de 54 anos também deu seu relato para o livro. Sou negro, periférico, filho de pobre, entendeu? Sou um sobrevivente, um vitorioso, só por ser negro e estar vivo nessa idade, passando por tudo que um negro passou”, conta o idoso.

(Foto: Reprodução)

Luis Baron, um dos organizadores de “O brilho das velhices LGBT+” e vice-presidente da Associação EternamenteSOU, uma das poucas entidades no mundo que presta cuidado psicossocial a idosos LGBT+, escreve: “as velhices são tratadas hegemonicamente como heterossexuais, sem lugar para as diversidades que as compõem”. Juntos de Luís, Carlos Eduardo Henning, doutor em antropologia social e professor Universidade Federal de Goiás, e Sandra Regina Mota Ortiz, doutora em ciências pela Universidade de São Paulo, dão início à coleção “Envelhecimentos Plurais”, da Editora Hucitec.

Segundo dados dos Estados Unidos, dos 4 milhões de idosos LGBTQIA+ norte-americanos, 80% são solteiros; 90% não têm filhos; e 75% vivem sozinhos. O evelhecimento torna esse grupo mais vulneravel, vítimas da negligência e discriminação. Além disso, a velhice acaba trazendo algumas barreiras para essa comunidade, como o acesso à saúde, isolamento e a solidão.

Capa do livro (Foto: Reprodução)

 

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Jornalista formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (RS).