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Silvero começou na carreira artística com 17 anos fazendo teatro. É casado há 10 anos com o dramaturgo carioca Rafael Barbosa. Além dos diversos trabalhos com grupos cearenses, ele fundou duas companhias em Fortaleza: a Inquieta Cia. de Teatros e o Coletivo Artístico As Travestidas. O Coletivo Artístico As Travestidas foi fundado por Silvero há 14 anos. Composto por atores e atrizes transexuais e travestis e artistas transformistas, o projeto é realizado em Fortaleza e já produziu sete espetáculos, com temporadas nas regiões Sul e Sudeste. “O projeto visa questionar a sociedade sobre a caricatura e o estereótipo do universo trans, promovendo, com isso, um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto e tentando desconstruir preconceito, esclarecendo e promovendo uma maior compreensão através da arte, em especial o teatro”, explica.

Sua estreia no cinema foi no longa metragem Serra Pelada (2013), que mais tarde, virou série na Globo. Durante uma apresentação da peça “BR-Trans” no Rio de Janeiro, Silveiro foi descoberto por Glória Perez, que o convidou para participar da novela das das nove, A Força do Querer (2017). Por esse trabalho, foi indicado na 22ª edição do Melhores do Ano na categoria melhor ator revelação.

O Criança Esperança é uma campanha nacional de mobilização social que busca a conscientização em prol dos direitos da criança e do adolescente, promovida pela Globo, inicialmente em parceria com a UNICEF e atualmente com a UNESCO. O projeto é uma das mais bem-sucedidas marcas relacionadas a programas sociais dirigidos às crianças carentes em todo o mundo. Anualmente, são realizados os shows que incentivam as doações feitas pelos telespectadores e por várias instituições.

O Criança Esperança surgiu a partir de uma ideia de Renato Aragão. Durante uma seca no Ceará, em 1985, ele resolveu ajudar seus conterrâneos e pediu auxílio à Globo. A emissora abraçou a ideia e fez um programa assistencialista, na época chamado de SOS Nordeste . O sucesso foi imediato e as doações tão grandes, que foi necessária a ajuda do exército para levar todos os suprimentos. O objetivo era fazer um programa que arrecadasse dinheiro, roupa ou alimento para as pessoas que vinham sofrendo com o problema. O primeiro programa contou com a participação de diversos artistas, durou quatro horas de um domingo e teve o nome de SOS Nordeste.

No ano seguinte, em 1986, a Globo resolveu fixar o projeto em sua grade anual, mas voltado para crianças e com um nome diferente, durante o programa comemorativo dos 20 anos de Os Trapalhões, por isso, o especial teve nome de 20 Anos Trapalhões – Criança Esperança. O especial teve 9 horas de duração e 28 blocos cada. No início, a Globo teve parceria com a Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef), em que possibilitou de que a rede do Roberto Marinho, pudesse exibir shows anuais ao vivo. Em 1986, foi realizado um programa especial dos Trapalhões com nove horas de duração também em um dia de domingo. O objetivo, na época, era chamar a atenção da opinião pública sobre a situação da infância no Brasil. Não houve, entretanto, nenhum tipo de solicitação por doações. A partir de 1987, veio a ideia de aproveitar esse dia de um programa especial para solicitar contribuições financeiras que viessem a ser repassadas para entidades com trabalho voltado para crianças em vulnerabilidade social.

Desde 2004, a campanha é desenvolvida em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que passou a administrar os recursos arrecadados e a apoiar a Globo na abordagem dos temas mais relevantes. É a Unesco a responsável pela seleção e pelo acompanhamento técnico e financeiro dos projetos apoiados.

Reconhecido pela ONU como modelo internacional, o Criança Esperança incentiva o debate sobre políticas públicas e transforma vidas. Durante dois meses, toda a programação da Globo se une para apresentar temas relacionados à campanha, produzindo reportagens e quadros especiais, além de campanha específica, com o objetivo de prestar contas sobre a aplicação dos recursos arrecadados.

Há 32 anos, o Criança Esperança cria oportunidades de desenvolvimento para crianças, adolescentes e jovens. Mais de R$ 300 milhões em doações foram investidos no Brasil em mais de 5 mil projetos sociais, beneficiando mais de 4 milhões de crianças e adolescentes em todo país.

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