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As novelas são uma paixão nacional e já fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Muitas vezes, reflexo da vida, elas contam histórias e levantam debates necessários, como a pauta LGBTQIA+. Pensando nisso, o Globoplay lançou a série-documental “Orgulho Além da Tela”, já disponível na plataforma de streaming. As informações são do site GShow.

Composta por três episódios, a série faz um retrospecto da trajetória das novelas da Globo, desde a década de 1970 até a atualidade, a fim de acompanhar a evolução da pauta LGBTQIA+ e a forma como ela é abordada na ficção. Cenas e personagens que marcaram época, retratam esse caminho de representatividade para a comunidade.

O beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em “Amor à Vida” (Foto: Reprodução)

“Orgulho Além da Tela” também mostra o impacto das novelas em histórias de vida reais. “O recorte foi feito em cima de personagens que tiveram mais espaço dentro das novelas e que foram importantes para criar um diálogo com a sociedade. A gente começa com o primeiro personagem, feito pelo Ary Fontoura em 1970, e, a partir daí, vamos destacando outros que fizeram essa história avançar”, conta a diretora geral Antonia Prado.

O redator Lalo Homrich, que criou o projeto a partir de sua tese de doutorado, diz que foram 50 pessoas entrevistadas entre elenco da Globo e personagens da vida real. “[os personagens] São simbólicos e discutiram de forma mais aprofundada questões que envolvem orientação sexual e identidade de gênero, gerando um debate na sociedade”, destaca.

Ary Fontoura como Rodolfo Augusto na novela “Assim na Terra Como no Céu’ (Foto: Reprodução/Globo)

Além de percorrer 50 anos da trajetória de personagens LGBTQIA+, a série também resgata marcos históricos da televisão que contribuíram com a aceitação das novelas ou rejeição das mesmas pelo público. Autores como Aguinaldo Silva, Walcyr Carrasco, Manoel Carlos, Silvio de Abreu, Glória Perez, Dennis Carvalho e outros dão depoimentos e falam sobre a construção dos personagens.

A série ainda promove encontros entre pessoas da vida real e os atores que deram vida aos personagens e cenas que se destacaram ao longo dos anos, como Mateus Solano e Antônio Fagundes, o Félix e seu “Papito”, de ‘Amor à Vida’, com pai e filho que voltaram a se aproximar após a cena final da novela, entre outros momentos.

“O primeiro capítulo fala dos primeiros 30 anos: do momento em que surge o primeiro personagem até o momento em que a pauta avança na teledramaturgia nos anos 90, muitas vezes estabelecendo uma relação com o período que o Brasil estava vivendo. […] O segundo capítulo já abarca o momento em que os personagens LGBTQIA+ começam a ter histórias mais aprofundadas nas telenovelas. […] Já o capítulo três traz as tramas que abordaram questões de gênero. Menos sobre com quem você se relaciona e mais sobre quem você é. E terminamos com um olhar de futuro, do que a gente quer ver nos próximos anos na televisão”, resume Antonia sobre a série.

Mateus Solano e Antônio Fagundes (Foto: Reprodução/Globo)

 

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Jornalista formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (RS).