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Um tribunal da Polônia absolveu nesta terça-feira (02) três ativistas dos direitos LGBTQIA+ que foram acusadas de “ofender sentimentos religiosos” por distribuírem pôsteres da Virgem Maria que mostrava uma auréola com as cores do arco-íris, em uma alusão à bandeira do movimento do orgulho gay. A informação é da DW.

O tribunal da cidade de Plock, na região central do país, considerou as três acusadas – Joanna Gzyra Iskandar, Anna Prus e Elzbieta Podlesna – inocentes, alegando que nada provava sua intenção de ofender.

Reprodução

Cartazes da Virgem Maria de Czestochowa, a padroeira da Polônia, com auréola de arco-íris apareceram em abril de 2019 perto de uma igreja de Plock.

A autora da montagem, Elżbieta Podlesna, foi rapidamente identificada pela polícia, que encontrou em seu computador dezenas de imagens similares. Ela acabou sendo detida.

O caso provocou críticas e pedidos internacionais para que as acusações fossem anuladas.

“O objetivo das ativistas (…) era mostrar seu apoio às pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros), para lutar para que tenham direitos iguais”, entendeu a juíza Agnieszka Warchol.

A juíza observou que o tribunal recebeu muitas cartas de católicos praticantes, incluindo membros do clero, que asseguraram que as imagens da auréola de arco-íris – um símbolo da comunidade LGBT – não eram ofensivas.

As ativistas, acusadas de profanar a imagem da Virgem, corriam o risco de serem punidas com até dois anos de prisão em virtude de um artigo do código penal polonês que proíbe a “ofensa a sentimentos religiosos”.

“A Igreja ainda é um poder muito importante na Polônia. Tudo depende agora de que tipo de poder será: promoverá diversidade, solidariedade e empatia, ou será um poder destrutivo, politizado e voltado para o dinheiro, como é agora“, disse a ativista Podlesna, uma das absolvidas hoje.

Em entrevista ao DW, Podlesna ainda disse que ela e os outros réus “estão satisfeitos” com a decisão do tribunal. No entanto, ela aponta que este “não é o fim da batalha”, já que a promotoria disse que vai recorrer da decisão.

Ela acrescentou que é muito significativo que o juiz tenha dito “tantas palavras importantes para as pessoas LGBT, incluindo dizer que o arco-íris não ofende ninguém e não ofende os sentimentos religiosos”.

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Jornalista pela Universidade Federal de MS, foi repórter de economia e hoje, além de colaborar para o Gay Blog Br, é servidor público em Joinville (SC). Escreveu ''A Supremacia do Abandono'', livro disponível em amazon.com.br.