O político conservador Andrzej Duda foi reeleito na Polônia, no mês passado, com discursos veementes contrários ao diretos dos LGBTs, querendo tirar o direito de casamento civil igualitário e impedir a possibilidade de casais homoafetivos adotarem uma criança. A reeleição do presidente homofóbico foi considerada um “balde de água fria” para os LGBTs do país, sendo que muitos decidiram sair da Polônia na esperança de terem uma vida melhor.

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Nessa circunstância, um grupo de mulheres da oposição decidiu se manifestar favorável aos membros da comunidade que vivem no país e foram vestidas com cores relacionadas a bandeira do arco-íris com uma máscara temática como forma de protesto.

“O presidente da Polônia deveria defender os direitos de todos os cidadãos” – disse uma das manifestantes, Magda Biejat, no Twitter (via France 24).

“Para mim, essa foi uma mensagem forte de que não estamos sendo deixados de lado. Sei que os próximos anos serão difíceis para a comunidade, mas não desistiremos.” – disse a ativista LGBT Magda Dropek, ao canal Pink News.

Polônia reelegeu presidente homofóbico
Divulgação

POLÔNIA NÃO É UM AMBIENTE AMIGÁVEL PARA LGBTS

Segundo um artigo publicado por Vivian Kulpa no blog Brasileiras Pelo Mundo, a Polônia faz parte de um pequeno grupo da União Europeia que não tem alguma legislação para proteger os LGBTs. Dados levantados pelo ILGA – Europe em 2016 apontam que a Polônia é um dos piores países da Europa para a comunidade, ficando a frente apenas da Lituânia e Letônia.

Por lá, mesmo antes da reeleição do presidente homofóbico, não é permitido nem mesmo a união estável dos homossexuais e muitos setores da sociedade são veementemente contra os direitos do LGBTs.

Por outro lado, há também as pessoas que lutam para que esse cenário mude, e por lá há o que chamam de Parada anual da Igualdade, o equivalente a nossa Parada do orgulho LGBTQIA+. Quanto às já citadas “zonas livres da ideologia LGBT”, o Parlamento Europeu aprovou em dezembro de 2019 uma resolução que condena o discurso, argumentando que ele incita à discriminação contra minorias sexuais.

O texto foi encaminhado a Varsóvia pedindo para que “revogue todas as resoluções”

Ator polonês se declara gay aos 100 anos; Polônia é um dos países mais homofóbicos da Europa

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".