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O tenista Fabio Fognini (34) foi duramente criticado durante as olimpíadas de Tóquio por ter usado um termo ofensivo da língua italiana para se referir aos homossexuais após ficar irritado com seus erros em quadra. A palavra utilizada pelo tenista foi “Frocio”, o equivalente a “b1ch4”. 

Para se redimir, ele fez um post em uma rede social e depois usou adereços com as cores do arco-íris. “Na partida de hoje, usei uma expressão muito estúpida contra mim mesmo. Claro que não queria ofender a sensibilidade de ninguém. Amo a comunidade LGBT e peço desculpas pelo absurdo que disse”, escreveu o tenista.

Após comentário homofóbico, tenista olímpico joga partida com as cores do arco-íris
Fabio Fognini – Reprodução

Neste dia 10 de agosto, Fognini estreou no Masters 1000 de Toronto contra o alemão Jan-Lennard Struffcom e utilizou uma munhequeira e uma bandana com as cores da bandeira LGBTQIA+. As informações são do UOL.

Após comentário homofóbico, tenista olímpico entra na quadra com as cores do arco-íris
Reprodução

Tom Daley responde a comentários homofóbicos de de TV russa

O campeão olímpico de saltos ornamentais, Tom Daley (27), foi alvo de ataques homofóbicos durante uma conversa entre dois apresentadores da TV estatal russa durante a transmissão das Olimpíadas. Ao saber disso, Daley resolveu rebater o discurso em uma entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

“Eu não fazia ideia. Quando estamos nas Olimpíadas, estamos em uma bolha e realmente não vemos nada. A história mostra que tudo o que a sociedade é foi ditada a partir da experiência heterossexual, branca e masculina. Se pudéssemos nos reunir e usar pontos de vista diferentes, o mundo seria um lugar melhor. Ainda há muito a fazer. São 10 países competindo nessas Olimpíadas onde ser LGBT é punível com a morte”, disse o atleta.

O ataque homofóbico em si foi proferido por Anatoly Kuzichev, que usou uma peruca para fazer “piadas” com a neozelandesa trans Laurel Hubbard, que competiu no levantamento de peso em Tóquio. Nesse contexto, Tom Daley também foi alvo de comentários homofóbicos e seu relacionamento com o marido Dustin Lance Black e com o filho do casal também. Daley, mais uma vez, ressaltou a importância da presença de atletas LGBTQIA+.

“Só espero que ver esportistas LGBTQIA+ ajude as pessoas a se sentirem menos sozinhas, como se fossem valorizadas, como se pudessem alcançar algo. É preciso muito para sair do armário e falar abertamente. Pode ser bastante desanimador e assustador para as pessoas, especialmente em esportes onde a base de fãs pode não ser tão receptiva. Não percebia o impacto que teria nas pessoas ao redor do mundo viver como eu mesmo. Sinto-me extremamente orgulhoso disso”, disse.

A imprensa britânica apurou que um porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que entrou em contato com a TV russa para investigar os comentário, e que eles estão fazendo o acompanhamento adequado.

“A discriminação não tem lugar nenhum nos Jogos Olímpicos. Entramos em contato com nosso parceiro de transmissão contratual na Rússia para esclarecer a situação e destacar os princípios fundamentais da Carta Olímpica e estamos fazendo o acompanhamento adequado”, disse o COI.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"