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Diante da demissão do jogador Mauricio Souza do Minas Tênis Clube e as discussões acerca da LGBTfobia no esporte, alguns atletas se manifestaram nas redes sociais sobre o caso. Enquanto Fred, capitão do Fluminense, apoiou Souza, outro jogador do mesmo time, Nonato, repudiou a atitude. Em seu perfil no Instagram, o volante  do tricolor carioca publicou um texto onde apoia a luta contra a homofobia e faz um paralelo com o racismo.

(Foto: Reprodução)

“Me assusta como a sociedade gosta de atacar o seu próximo pelo simples fato de ser diferente. Sobre os acontecimentos mais recentes na mídia sobre homofobia, vou fazer um paralelo com outro tipo de preconceito: o racismo. Há 80 anos, era “só uma opinião” popular que um negro era incapaz de ser um chefe de estado. Assim como foi ‘só liberdade de expressão’ grande parte da sociedade julgar e desaprovar veementemente a entrada de princesas pretas da disney no mercado, pela simples quebra de padrão com o que era considerado normal na época”, escreveu o jogador”, escreveu Nonato, que tem 23 anos.

A partir do momento que o que sai da sua boca (ou mais comumente nas suas redes sociais) fere toda uma comunidade, ela já DEIXA DE SER UMA OPINIÃO. (…) Toda luta gera um desconforto devido a quebra de paradigmas. É natural que muita gente se incomode, afinal, o novo e o diferente causam certo estranhamento no começo, mas eu tenho convicção de qual é o lado certo disso tudo e que o tempo vai provar”, completou.

 

O apoio de Fred ao jogador vôlei, acusado por declarações de teor homofóbico, gerou mal estar, já que vai contramão da imagem que o Fluminense tenta passar. O time tem se destacado por causas de apoio ao movimento LGBTQI+ como o #TimeDeTodos. O clube carioca também já entrou em campo com números nas cores do arco-íris em apoio à causa LGBTQIA+.

Luta de uma família

Defender causas sociais, sobretudo LGBTQIAP+, nunca foi problema para Nonato . O jovem aprendeu o respeito à diversidade dentro de casa e após uma situação familiar. Um dos primos do volante do fluminense  é homossexual e teve dificuldades para assumir publicamente.

De acordo com matéria publicada pelo jornal O Globo, o enfrentamento ao preconceito tinha como escudo a mãe de Nonato, Dona Gerceley, que deu o apoio necessário em uma época onde falar sobre homossexualidade era um tabu. Já o pai, Walter, educou o futuro jogador sobre o tema usando o ditado: as pessoas que mais sofrem são as que mais precisam de atenção.

Já a irmã do atleta, Tuty Nonato,  é outra influência. Ela trabalha como atriz e dubladora, e desde cedo conviveu com pessoas LGBTQIAP+. Tuty se tornou quase uma tutora do volante. A namorada de Nonato, Bianca Kichel, também é engajada com a causa. Antes de se posicionar ou comentar algo, é ela quem orienta o volante e serve de apoio para estudar antes de falar.

(Foto: Reprodução)

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)