Aidan Faminoff, 19 anos, está no segundo ano da Florida State University. Ele está se formando em Relações Internacionais e é um saltador ornamental na equipe de natação da universidade. Natural da Colúmbia Britânica, ganhou uma medalha de bronze no Campeonato Junior Pan Am de 2015 e um bronze nos Jogos Olímpicos Canadenses de 2016. Para a Outsports, contou com detalhes sobre seu processo de aceitação em ser gay.

“Eu sabia desde a sexta série que eu era gay. Eu nunca me senti confortável o suficiente para falar com alguém sobre isso até que eu estava na faculdade. Eu estava confuso sobre o porquê de eu ser atraído por homens. Durante todo o ensino médio e ensino médio, eu mantive isso para mim. Eu criei uma persona falsa para poder me sociabilizar com os alunos”, relembra.

“Estava cansado de ouvir meus amigos tagarelando e falando sobre as meninas ‘gostosas’. Eu queria falar abertamente e naturalmente sobre minha atração pelos homens. Eu só queria deixar sair os sentimentos e emoções que estavam construindo. Aí ia praticar mergulho todos os dias depois da aula para fugir dos amigos, mas também ainda estava escondendo o meu verdadeiro eu. Mergulhar era uma maneira de tirar minha mente de todas as emoções e sentimentos de não expressar quem eu realmente era. Foi uma fuga por algumas horas durante o dia; assim minha mente descansaria enquanto eu me concentrava em me jogar de uma plataforma na piscina”, conta.
“Dois anos depois, na Florida State University, olho para o momento exato em que finalmente me aceitei. Era 11 de outubro de 2016, National Coming Out Day. Naquele dia eu me assumi publicamente, compartilhando nas redes sociais com o mundo inteiro que eu era gay”, diz aliviado.
“Agora que finalmente estava livre e aberto ao público, me senti aliviado. Um peso foi tirado de mim. Recebi inúmeras mensagens que me apoiavam e contavam como eu era corajoso. Isso me fez sentir à vontade, mas também me fez continuar ajudando outros gays enrustidos. Eu queria que eles soubessem que está tudo bem sair do armário e não ter medo do verdadeiro eu”, pondera, em entrevista para Outsports.
Como resultado, o atleta diz não ter que carregar este ‘fardo’ de esconder a sexualidade fez com que seu nível de confiança aumentasse significantemente.
Alguns dias antes de sair do armário via redes sociais, Aidan contou a novidade para os pais. A aceitação deles foi a mais importante, segundo ele, pois a admiração que ele tinha era muito grande. Ele sabia que a mãe seria compreensiva, mas apenas ao pensar em dizer ao seu pai lhe dava ânsia.
GAY E ATLETA
Ser um atleta abertamente gay na faculdade é completamente diferente do que no ensino médio. “No colégio eu era reservado e não queria expressar quem eu era. Senti que, se saísse do armário seria julgado e vítima de bullying. Mas na faculdade, o ambiente é diferente, mais acolhedor. Mesmo que eu tenha encontrado obstáculos, eu perseverei. Agora que sou uma pessoa abertamente gay e atleta, sinto o melhor que já senti ser aceito, bem-vindo e amado entre meus colegas e companheiros de equipe”, diz.
“Me assumir publicamente me tornou um atleta melhor, porque estou mais confortável e dentro em meu verdadeiro eu. Estou me tornando a pessoa que sempre quis ser, e isso correspondeu à minha atitude em relação ao mergulho. É triste como temos que nos classificar em uma noção já preconcebida do que é normal. Nós, da comunidade LGBT, não devemos ter medo de assumir a sexualidade e mostrar o nosso verdadeiro eu. Depois que superei, me senti confortável em minha própria pele, percebi que não deveria ser um problema tão grande sair”, finaliza.
Com informações de JimBuzinski e Outsports.
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