Em entrevista à revista Quem, o cantor Lucas Lucco disse que recebeu diversas críticas de cantores sertanejos após seu crossover com a Pabllo Vittar na música Paraíso, lançada em 2018, sendo que alguns se afastaram dele. No entanto, ele encara como uma forma de combater o preconceito.

“Meus fãs se sentiam bem em irem como drag queens no meu camarim. Eu criei uma relação com esse público também. Eu digo: ‘Comigo, vocês não precisam ter medo. Vocês vão ser muito bem recebidos’”, explica ele – “Eu, um artista heterossexual, recebi muitas críticas. [O sertanejo] é muito machista. É aquele negócio: ‘tenho quatro filhos, transo todo dia com minha mulher’. Muitos artistas até se distanciaram de mim por conta disso. Eu até acho bom.”

Na mesma entrevista, Lucco disse que está passando a quarentena em casa, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, e aproveitou a ocasião para se dedicar mais aos trabalhos sociais, focando na arrecadação de doações para instituições beneficentes.

“Desde quando a quarentena começou, o sentimento mais presente em mim é de ser útil, de servir. Este momento veio de maneira diferente para cada um de nós. Não senti medo nem fiquei assustado. Só procurei pensar positivo e em tudo que eu posso tirar de melhor desse caos todo.” 

PARAÍSO COM PABLLO VITTAR E LUCAS LUCCO

O single foi lançado no dia 5 de janeiro de 2018 em todas as plataformas digitais pela Sony Music Brasil. Já o videoclipe foi dirigido por João Monteiro e Fernando Moraes.

“O clipe traz Lucas Lucco como um personagem perturbado por lembranças, e Pabllo é uma figura misteriosa do seu passado, que ressurge para salvá-lo. Ambientada em um futuro próximo, caótico e sem natureza, a história de ‘Paraíso’ apresenta uma tensão entre os personagens, que, quando se tocam, transportam-se para um paraíso fantástico, repleto de paisagens naturais exuberantes e intocadas pelo homem” – diz Monteiro.

O vídeo foi lançado no canal de Lucco e conta com 97 milhões de visualizações.

No ar o clipe do hit ‘Seu Crime’, de Pabllo Vittar!

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".