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A Globo retirou passagens consideradas homofóbicas escritas na versão original da novela “Pantanal”, exibida pela extinta Manchete. Na novela, o personagem Zaqueu, que na nova versão será interpretado por Silvero Pereira, é o mordomo gay de Jove, interpretado no remake por Jesuíta Barbosa.

Segundo uma apuração do canal Notícias da TV, há uma preocupação do diretor Rogério Gomes em dialogar com as novas gerações, e algumas tramas foram retiradas, como a de Jove, que quando volta para o Rio de Janeiro com uma nova paixão, Juma, a ex-namorada dele, Nalvinha, com raiva, resolve se vingar dele espalhando para toda alta sociedade que ele é gay. Na novela original, o termo “b1ch0n4 louca” era utilizado.

A Juma era interpretada na novela original por Cristiana Oliveira. Na nova versão, a personagem Nalvinha, que na versão original era interpretada pela Flávia Monteiro, ainda existirá, mas ela vai se vingar usando outros artifícios.

Para evitar “cancelamento", Globo retira trama homofóbica de "Pantanal"
Reprodução

O olhar homofóbico do personagem José Leônico perante Jove, que também ficava humilhando-o perante sua sexualidade na novela original, será diferente. Agora, os problemas serão referentes as diferenças culturais, e não pelo fato dele ser gay.

O próprio Zaqueu não sofrerá mais piadas homofóbicas em nenhuma circunstância, e as ofensas passarão a mostrar o sofrimento dele e terão um olhar mais de crítica social, ao invés de ser cômico. O preconceito será retratado através de personagens como o vilão Tenório, que será interpretado por Murilo Benício.

Vale dizer que a adaptação do remake de “Pantanal” ficará a cargo de Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa. Vale dizer que este último já foi alvo de polêmicas em 2016 ao dizer que “odeia histórias de b1ch4s”, dizendo que não é homofóbico,mas que não achava que a homossexualidade era algo normal.

“Odeio história de b1ch4. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um p1t4 orgulho porque são tudo ‘macho’ pra cacete”, disse na ocasião.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"