No último domingo, dia 27 de setembro, 50 embaixadores e representantes de organizações internacionais assinaram uma carta aberta para que a Polônia seja um lugar mais inclusivo quanto aos direitos dos LGBTs.
“Expressamos nosso apoio aos esforços para aumentar a conscientização pública sobre as questões que afetam a comunidade lésbica, gay, bissexual, transgênero e intersexual (LGBTI) e outras comunidades na Polônia que enfrentam desafios semelhantes” – disse a carta assinada pelos diplomatas (via Sputnik).
Na Polônia, o partido que governa o país é o “Lei e Justiça”, conhecido por ser contrário aos direitos dos LGBTQIA+, ou como eles chamam, “ideologia LGBT”, comparando a promoção dos direitos da comunidade a algo mais perigoso que o comunismo.
Em resposta a carta dos embaixadores, o primeiro-ministro Mateusz Mowariecki disse concordar que todos merecem respeito, mas discorda que os LGBTs sejam privados disso no país.
“Caros embaixadores, só posso dizer que a tolerância está no DNA dos polacos. Ninguém precisa nos ensinar a tolerância” – disse, em uma conferência de imprensa (via Notícias ao Minuto).
Tanto o presidente quanto muitos deputados consideram o movimento LGBT como uma ameaça às famílias tradicionais. No entanto, a embaixadora norte-americana, Georgette Mosbacher, diz que “os direitos humanos não são uma ideologia, são universais”.
Em resposta a Mosbacher, o vice-presidente do partido Lei e Justiça, Joachim Brudzinski, disse no Twitter:
“Estamos aguardando com esperança pela próxima carta, desta vez em defesa de cristãos assassinados, ativistas #pró-vida presos, pessoas despedidas do trabalho e perseguidas por citarem a Bíblia, pessoas sujeitas à eutanásia contra a sua vontade”. Bruzinski também em outro post no Twitter disse que “A Polônia sem LGBT é mais bonita”.
O movimento LGBT na Polônia é crescente e a carta dos embaixadores procura homenagear o trabalho deles, já que o aumento da hostilidade levou muitos a saírem do país para poderem viver livremente. O objetivo dos ativistas LGBT é que haja a aprovação de uma lei que criminalize o discurso de ódio contra as pessoas com base em sua orientação sexual ou identidade de gênero.
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