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Este mês marca um período importante no Brasil conhecido como Setembro Amarelo, que diz respeito a prevenção ao suicídio, sendo que no dia 10 é celebrado o dia mundial de combate às mortes voluntárias. Iniciado em 2015, a data visa conscientizar os cidadãos sobre o assunto, assim como evitar que novas tragédias aconteçam.

Essa realidade também é um problema dentro da indústria pornográfica. Uma publicação feita pelo South Florida Gay News, levantou algumas questões que influenciam na vida pessoal das vítimas do mercado pornô:

  • A maioria esconde da família que são atores por vergonha, e quando eles descobrem, costuma ter um efeito devastador;
  • Algumas vezes, atores atuam com parceiros que não possuem atração física, ou mesmo se submetem a determinadas categorias de filmes que não se enquadram (ex: sadomasoquismo);
  • Alguns alcançam status de astro em pouco tempo, assim como podem perder essa posição, em um tipo de mercado bastante volátil;
  • Muitos iniciam na profissão almejando ganhos altos, porém não é a realidade. Em 2016, um astro popular poderia ganhar entre US$500 a US$1.000 por cena, sendo recrutado para atuar em apenas 5 cenas por mês. Ainda sim, seu rendimento anual seria baixo (US$30 mil aproximadamente) comparado ao padrão de vida norte americano. Em tempos de crise econômica, esse valor pode ter ficado estagnado.

Adonis Cheeks (*1985  †2019)

Nascido na Filadélfia (EUA), a carreira no cinema pornô começou um pouco tarde, em 2010, quando Cheeks tinha em torno de 25 anos. Ele fez apenas 3 filmes, atuando como passivo e ativo.

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Em cena, ele aparentava ser mais alto e forte, mas o ator tinha apenas 1,68m e 61 kg. O corpo ostentava algumas tatuagens e piercings no mamilo e orelha. Não há informações sobre o que levou Adonis Cheeks a tirar a própria vida.

São registrados cerca de 12 mil suicídios anualmente no Brasil e mais de 1 milhão no mundo.

Alan Lambert (*1967 †1992)

O franco canadense Alan Lambert iniciou a carreira no mundo pornográfico em 1988, atuando em cerca de 24 filmes, além daqueles que foram lançados após a sua morte. Ator bastante requisitado no meio, Lambert tinha 1,73m, corpo definido e sem pelos.

No mês de prevenção ao suicídio, veja alguns astros pornôs que perderam a vida
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Em fevereiro de 1992, ele posou para a capa da revista Fugues, uma publicação gay de Montreal. O jovem ator tinha apenas 25 anos quando suicidou-se com uma arma de fogo na praça Saint Louis, na província de Quebec. Em 1997, um cineasta experimental rodou um filme intitulado Finished, baseado na vida de Lambert.

Em torno de 96,8% dos casos de suicídio estavam ligados a transtornos mentais. Em primeiro lugar a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Damon Audigier (*1990 †2012)

Com traços latinos, Damon Audigier era descendente da tribo Arapaho, e era considerado “meio” nativo americano. A carreira no pornô começou ainda muito jovem, aos 19 anos. Entre 2009 a 2012 (ano de sua morte), Audigier fez aproximadamente 15 filmes, alguns como passivo e outros como ativo, exibindo seu belo corpo de 1,80m e 75 kg.

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Em 2010, o astro pornô foi preso por suspeita de envolvimento no assassinato de um jovem de 18 anos, morto a facadas em El Reno, Oklahoma. Audigier foi acusado de conspiração, por ter influenciado seu amigo para que assassinasse o rapaz, além de posse de arma.

No mês de prevenção ao suicídio, veja alguns astros pornôs que perderam a vida
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Ao longo de sua breve carreira, o ator trabalhou também como drag queen, além de ter sido dirigido pela famosa diretora de filmes eróticos, e também drag Chi Chi Larue. Damon Audigier morreu aos 21 anos.

De acordo com um estudo feito pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento da vida, pensaram seriamente em suicídio.

 

Kyle Mckenna (*1968 †2000)

A história de Mckenna é uma das mais tristes da lista. O belo rapaz de rosto angelical entrou no universo dos filmes pornográficos um pouco tarde em comparação aos outros, aos 28 anos. Antes disso, ele trabalhou como pintor e ilustrador, após cursar artes em uma universidade da Califórnia. De 1996 a 2000, Mckenna, nome artístico de Russell Charles McCoy, fez mais de 50 filmes, ostentando a sua beleza ao longo de 1,73m de altura e 70 kg.

No mês de prevenção ao suicídio, veja alguns astros pornôs que perderam a vida
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Em 1999, Mckenna rompeu um relacionamento amoroso e lutava contra a depressão. Ainda muito novo, teve que lidar com a rejeição dos pais que não aceitavam sua homossexualidade. Devido a relação conturbada com a família, ele se mudou para São Francisco, onde iniciou sua carreira nos filmes adultos.

No dia de sua morte, ele havia empacotado seus pertences e deixado do lado de fora da casa que dividia com alguns amigos em Salt Lake City (Utah) e, em seguida, escreveu um bilhete de despedida. O veterano ator morreu com overdose de remédios para dormir. 

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Quando finalmente conseguiram localizar sua mãe, ela se recusou a reclamar seu corpo. Seu ex namorado e alguns amigos cuidaram da cremação e as cinzas foram jogadas sobre algumas montanhas, onde ele gostava de praticar hiking.

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O CVV é uma das ONGs mais antigas do Brasil, atuando no apoio emocional e na prevenção ao suicídio pelo telefone 188, chat, e-mail e pessoalmente.

Macanao Torres (*1984 † 2019)

O ator espanhol de filmes eróticos começou na carreira em 2007, com 23 anos, e ficou na área por quase dez anos participando de vários filmes. Torres era o nome artístico adotado por Pedro Oliver.

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Quando se aposentou do mundo pornô, ele anunciou publicamente que havia sido diagnosticado com um tipo de linfoma raro. Os médicos deram mais 10 anos de vida para ele, mas em dezembro de 2019, o ex ator se jogou do topo do prédio onde morava em Murcia, na Espanha, aos 35 anos.

No segmento dos filmes eróticos, Torres era engajado no debater de como os estúdios deveriam lidar com os exames de HIV, exigindo mais transparência e adesão às políticas de saúde. Certa vez, declarou: “não podemos ensinar às novas gerações, que não há problema em f*** sem camisinha”.

No mês de prevenção ao suicídio, veja alguns astros pornôs que perderam a vida
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O ativismo de Torres fez com que ele desafiasse os produtores que filmavam vídeos sem camisinha a tornar público o status de seus atores. Ativistas da causa argumentaram que essas iniciativas ajudaram a reduzir as taxas de transmissão do vírus.

A campanha é em setembro, mas falar sobre prevenção ao suicídio em todos os meses do ano é fundamental!

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