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Casais de homens gays norte-americanos decidiram “roubar” a hashtag #ProudBoys, que anteriormente era destinada a um grupo de supremacia branca e neo nazistas, para celebrar o amor homoafetivo. A iniciativa surgiu após o primeiro debate com os pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos do último dia 29 de setembro, em que Donald Trump se recusou a denunciar ataques da extrema-direita, pedindo apenas para “recuarem”, argumentando também que, pelo que ele conhece, os confrontos violentos vem da esquerda.

“(…) todos os confrontos de que tenho tido conhecimento são perpetuados pela extrema-esquerda e não pela direita.” – disse Trump no debate -“Alguém precisa fazer alguma coisa sobre a extrema-esquerda e os ataques perpetuados pela Antifa [movimento antifascista]”.

O discurso foi bem recebido pelo grupo extremista e, de acordo com informações coletadas pelo The New York Times (via MAGG), um membro disse que “basicamente, Trump disse-nos para irmos espancá-los [os membros do Antifa]. Isto me deixa muito contente.” 

Já outra mensagem dizia “Trump disse aos Proud Boys para se manterem a postos porque alguém precisa lidar com a Antifa. Estamos prontos, senhor”. 

Em resposta, os homens gays se manifestaram no Twitter para reivindicarem a hashtag, e uma das fotos com maior repercussão foi a do beijo entre dois homens das forças armadas canadenses, postado pela “Canadian Forces in USA” (Forças Canadenses nos Estados Unidos).

“Se você veste um uniforme, você sabe o que isso significa.” – diz a legenda da foto – “Se você pensa em vestir nosso uniforme, sabe o que significa. Amor é amor. Sabe o que queremos dizer?” A imagem acima foi retweetada mais de 7,000 vezes horas após a postagem e é uma das mais populares do movimento. Até o fechamento desta notícia, são mais de 37 mil retweets e 249 mil likes.

O movimento chegou a Casa dos Representantes dos Estados Unidos que, ao contrário do Senado, é composta em sua maioria por democratas (partido opositor ao de Donald Trump). Um dos membros da casa, Carlos Guillermo Smith, aproveitou a oportunidade para colocar uma foto com seu marido, demonstrar apoio à comunidade gay e sendo contrário ao discurso de Trump.

“Eu e Jerick Mediavilla nos juntamos a milhares de homens gays nas redes sociais para tirar a hashtag #Proudboys aos supremacistas brancos e neo-nazis. Vamos usar esta hashtag para transmitir imagens de amor, positivismo e orgulho. Estes dois #Proudboys estão aqui, a postos e prontos a votar” – disse.

Leia também: Após Trump afirmar que vai banir transexuais das Forças Armadas, Canadá convida transexuais a se alistarem.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".