Theatro Municipal de São Paulo reforça apoio ao movimento LGBT

Quatro bandeiras foram colocadas nas laterais do prédio histórico.

Em celebração ao mês do orgulho LGBT, o Theatro Municipal de São Paulo colocou, no último sábado, quatro bandeiras LGBT nas laterais do prédio histórico em apoio ao movimento. Em mais de cem anos de história, esta é a primeira vez que a ação acontece.

As bandeira têm entre 6 e 12 metros de altura e vão ficar a vista do público até o fim deste mês. A iniciativa capitaneada e defendida pelo atual diretor artístico do Theatro Municipal, Hugo Possolo, é um marco na defesa da liberdade da orientação sexual e da identidade de gênero.

O movimento pelos direitos LGBT, que teve início no Estados Unidos em 1969 com a revolta de Stonewall, chegou ao Brasil por volta da década de 70. A primeira parada na cidade de São Paulo aconteceu em 1997. Neste domingo (23) aconteceu a 23ª edição da Parada do Orgulho LGBT que reuniu 3 milhões de pessoas, de acordo com organizadores, na Avenida Paulista.

SOBRE O THEATRO

O Theatro Municipal de São Paulo é um dos mais importantes teatros do Brasil e um dos cartões postais da cidade de São Paulo. Localizado no centro da cidade, na Praça Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 1911 para atender ao desejo da elite paulista da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais.

Seu estilo arquitetônico é semelhante ao dos mais importantes teatros do mundo e foi inspirado na Ópera de Paris. O edifício faz parte do Patrimônio Histórico do estado desde 1981 quando foi tombado pelo Condephaat. Além de sua importância arquitetônica, o teatro também possui notabilidade histórica, pois foi palco da Semana de Arte Moderna, o marco inicial do Modernismo no Brasil.

É considerado um dos palcos de maior respeito do Brasil e apresenta uma das maiores e melhores produções líricas do país. Importantes artistas já pisaram em seu palco como Enrico Caruso, Beniamino Gigli, Mario Del Monaco, Maria Callas, Renata Tebaldi, Bidu Sayão, Benito Maresca, Niza de Castro Tank, Neyde Thomas, Arturo Toscanini, Camargo Guarnieri, Villa-Lobos, Francisco Mignone, Magdalena Tagliaferro, Guiomar Novaes, Pietro Mascagni, Ana Pawlova, Arthur Rubinstein, Claudio Arrau, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Isadora Duncan, Margot Fonteyn, Vaslav Nijinski, Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov, dentre muitos outros.

Desde 2011 o Theatro Municipal passou a ter mais autonomia administrativa e artística da Secretaria Municipal de Cultura, sendo administrado então pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte passou a contar com um anexo: a Praça das Artes, um conjunto arquitetônico que abriga seus corpos artísticos e funciona como uma extensão de suas atividades, sendo sede também da Sala do Conservatório, da Escola de Dança de São Paulo e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

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