A clássica estátua do Rei Pelé, em Santos (SP), amanheceu, nesta quinta-feira (16/01), vestida com a camisa número 24. A estátua fica na Av. Alm. Cochrane, no bairro da Aparecida, em Santos (São Paulo).

A intervenção alerta para o preconceito existente no futebol, tendo em vista os acontecimentos desta semana (jogador do Corinthians deixou de usar a camisa 24). A ação faz parte do movimento #FutebolSemHomofobia, iniciativa da LiGay em parceria com agência AlmapBBDO.

Para Luiz SanchesCCO & Chairman da AlmapBBDO, “é incrível ver uma iniciativa como a do #FutebolSemPreconceito, lançada pela LiGay na ocasião em que vestiu a estátua do Pelé em Santos, reverberar e inspirar outras ações semelhantes para outros times de futebol, a favor da diversidade em campo. Quando os esforços se somam, os resultados concretos logo aparecem. Futebol e sociedade só têm a ganhar com essas movimentações”.

Para o Presidente da LiGayJosué Machado, “ver outras ações acontecendo e os atletas usando a camisa 24 nos faz ter a certeza de que estamos no caminho certo. Que possamos ver cada vez mais equipes pelo Brasil adicionando essa numeração aos seus times”, finaliza Josué.

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Foto: divulgação

Número 24

O 24 é popularmente associado ao mundo gay por conta do “jogo do bicho”, que é o número do veado. Também há um trocadilho com “vim de quatro”.

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Quando, no último dia 09 de janeiro, o árbitro do jogo entre Audax e Sport, pela Copa São Paulo de futebol Júnior, interrompeu a partida e pediu o apoio da polícia militar em função de repetidas manifestações de torcedores do time paulista contra o goleiro Túlio Galindo, da equipe pernambucana.

O árbitro seguiu, de forma clara uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que passou a classificar, a partir de 2019, como crime atos de homofobia com base na lei de racismo. Ele também seguiu a cartilha estabelecida pela Confederação Brasileira de Futebol em agosto de 2019 e reforçou o basta contra este tipo de comportamento, que deverá, cada vez mais punir os clubes com a perda de pontos e multas. Mas e se não se tratar de um crime de homofobia? Leia mais.

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