Neste dia 19 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Agênero, que é a ausência de identidade de gênero ou gênero neutro. Ainda com pouca visibilidade, os agêneros passaram a ganhar mais espaço na mídia em 2014, quando houve a criação da bandeira e maior disseminação nas redes.

No entanto, a primeira menção à possibilidade da ausência de gênero foi feita em 1997, em um artigo no International Journal of Transgenderism. Apesar da definição ser tão recente, os agêneros sempre existiram.

Os agêneros não se identificam com nenhum gênero, ou seja, não são homens e nem mulheres, nem cis e e nem trans. Apesar disso, há pessoas dentro desse nicho social que até podem se identificar como não-binário ou transgênero. Além disso, é importante não confundir o termo “agênero” com “assexual”, já que este último é sobre não sentir atração sexual.

“Eu vejo na ageneridade uma forma de ser completamente eu, sem amarras” – disse o YouTuber e pessoa agênero, Cup, em entrevista ao blog TODXS“É me desvencilhar de toda essa concepção de gênero na hora de construir a minha própria identidade. Uma pessoa agênero é alguém que não se identifica com gênero algum. Não é um gênero, é uma identidade, é uma forma de se ver no mundo.”

Segundo Cup, por se tratar de um movimento tão pouco visibilizado e divulgado, sendo que boa parte das pessoas sequer sabem da existência das pessoas agêneros, isso acaba se refletindo na falta de respeito dentro da comunidade LGBTQIA+. Para o YouTuber, a solução para mudar essa realidade é o diálogo.

“Encontrar meios de inserir o debate de gênero e diversidade para tornar esse assunto menos estigmatizado e mais humano. Ainda existem muitos preconceitos sobre pautas que discutem diversidade, mas essas barreiras precisam cair.”

Tyler Ford é uma pessoa agênero nascida em Nova Iorque (Foto: MTV)
Tyler Ford é uma pessoa agênero nascida em Nova Iorque (Foto: MTV)

Se eles não se enquadram na designação binária, como se referir a ele/ela? Isso depende de cada um e não existe regra, então vale perguntar. Dependendo da pessoa, pode ser “ele”, “ela” “ou até mesmo alguma linguagem neutra e sem pronomes, como “elu”.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".