O governo da frança autorizou o uso de um anestésico desenvolvido para cavalos em doentes internados em UTIs devido a falta de remédios provocada pela pandemia do coronavírus. A medida foi publicada no dia 3 de maio, afirmando que a demanda por anestésicos humanos aumentou bastante devido a pandemia do covid-19 e, consequentemente, os estoques passaram a ficar muito baixos.

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A Agência Nacional de Segurança de Medicamentos diz que o propofol, medicação de uso veterinário, será apenas um “complemento” ao destinado para os humanos. Eles são utilizados em pacientes graves do Covid-19, de modo que eles consigam aguentar ficarem entubados e ligados a aparelhos de respiração.

“Esta é apenas uma peça suplementar que irá contribuir para atender o número importante de pacientes em reanimação” – explica a ANSM. A procura pelo anestésico curare, assim como o propofol e midazolam aumentaram em 2.000% no país.

Médicos ouvidos pela imprensa francesa dizem que os anestésicos veterinários não aumentam o risco para a saúde dos doentes.

“Eles têm o mesmo efeito. Estamos vivendo um período excepcional e todos os meios são bons para salvar vidas” – disse um especialista à rádio France Info.

A França está em lockdown, ou seja, em isolamento total desde o dia 17 de março. Desde então, o país contabilizou no último sábado um total de 7.560 mortes, enquanto outras 6.800 continuam internadas em estado grave nas UTIs.

No entanto, mesmo com o número de pessoas em UTIs diminuindo, eles continuam muito altos. Desde o início da pandemia, foram mais de 142 mil infecções. A partir deste dia 11 de maio, as creches, escolas, faculdades e liceus serão abertos de modo progressivo e de acordo com a prioridade de cada centro.

“Temos que nos reinventar, eu mesmo, antes de tudo.” disse o presidente do país, Emannuel Macron, ressalta reportagem “Somos vulneráveis. Quando podemos esperar o fim disso? Entendo que você tem muitas perguntas e gostaria de responder todas elas. Mas digo com toda humildade, não temos respostas definitivas ainda.”

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".