Após comentário homofóbico, radialista é demitido e será processado

Após comentário homofóbico do radialista Luiz Gama, da BandNews Goiânia, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Goiás emitiu uma nota de repúdio, prestando apoio aos profissionais que se sentiram ofendidos. A nota foi publicada no último sábado, 16 de novembro.

Para contextualizar, Gama se referiu no Twitter, muito provavelmente, ao jornalista Matheus Ribeiro, que recentemente apresentou o Jornal Nacional e ficou conhecido no Brasil inteiro a ser o primeiro apresentador gay do JN.

Matheus Ribeiro vai processar jornalista homofóbico
Matheus Ribeiro vai processar jornalista homofóbico (Foto: Reprodução)

“Putz! Onde o Brasil vai parar? Queimar a rosca agora é moda. Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…” – disse em um tweet já apagado.

Já em um segundo tweet, Gama também fez referência a atual apresentadora do Jornal Hoje, Maju Coutinho.

“O Jair Bolsonaro está corretíssimo ao acabar com o registro na DRT e por acabar com a exigência de diploma para jornalistas. Afinal, tem uma fraquíssima em rede nacional só por causa da cor de pele e outro comunzão fazendo fama só porque avisou que queima a rosca” – disse em outro tweet também apagado.

A nota de repúdio do Sindicato foi publicada no Instagram.

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Já o diretor da BandNews, Marcos Villas Boas disse ao vivo na rádio que Luiz Gama era contratado de uma empresa terceirizada pela Band, e foi solicitada a substituição imediata do radialista. Além disso, também foi enviada uma nota dizendo:

“A respeito das publicações do radialista Luiz Gama, no Twitter, esclarecemos que não interfere nas opiniões de seus colaboradores e/ou prestadores de serviço em redes sociais. A emissora reafirma seu compromisso com a defesa dos princípios democráticos, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” 

Já a advogada de Ribeiro, Maria Thereza Alencastro, disse a Folha de São Paulo que entrará com um processo civil e criminal contra o radialista. A ação pedirá indenização por danos morais e crimes de racismo, no qual a homofobia é incluída pelo STF.

“Matheus, que tem visibilidade por seus próprios méritos – diga-se de passagem, tem esta obrigação. Não para se proteger, já que a ele estes comentários não prejudicam, mas para proteger todos que não têm voz como ele. Estas pessoas, as homofóbicas, precisam de resposta à altura”