Grupo Votorantim demite funcionário que fez comentário negativo a LGBT+ na página do Nubank

Votorantim Cimentos demite funcionário que fez comentário averso ao empoderamento LGBT+ em cargos de liderança na página do Nubank no Linkedin

Em um post que a empresa Nubank compartilhou no Linkedin sobre “A importância da liderança LGBTQIA+ nas empresas“, um funcionário da Votorantim Cimentos usou a caixa de comentários para militar contra o empoderamento da diversidade em pleno Mês da Diversidade.

O post do Nubank foi este:
nubank ao vivaço

O comentário:

Após comentário homofóbico, empresa demite funcionário ~ao vivaço~ no mesmo post
Não demorou muito pra alguém soltar um “Votorantim, corre aqui”:

Após comentário homofóbico, empresa demite funcionário ~ao vivaço~ no mesmo post

“A Votorantim Cimentos reforça que não admite discriminação ou preconceito de nenhuma natureza, sejam eles de raça, religião, faixa etária, sexo, convicção política, nacionalidade, estado civil, orientação sexual, condição física ou quaisquer outros. A empresa também reitera que possui respeito às pessoas como valor incondicional e condena qualquer postura que não esteja condizente com o seu Código de Conduta. Com isso, após análise desse comportamento repudiado pela empresa, esclarecemos que o autor do post não faz mais parte do quadro de empregados da Votorantim Cimentos”, comentou a empresa, que também divulgou uma nota afirmando que a demissão do autor do comentário foi comunicada pessoalmente, apesar de tudo ter “acontecido na internet”.

A importância da liderança LGBTQIA+ nas empresas

No link divulgado pelo Nubank no Linkedin que motivou o comentário anti-diversidade, Rafael Mury, Líder de Comunicação Interna no Nubank, falava sobre o papel da liderança na construção de organizações mais diversas e inclusivas. Em seu depoimento, Mury conta que “procurava referências LGBTQIA+ nas quais eu pudesse me espelhar e não encontrava. Por que, então, justo eu levantaria essa bandeira? No fundo, não queria correr o risco de perder o emprego ou uma promoção simplesmente por ser gay, por isso não falava sobre o assunto. Achava que ser mais discreto sobre esse aspecto não mudaria nada na minha vida. Afinal, eu não tinha problemas com a minha sexualidade: só deixava isso de fora do trabalho.”. Leia o artigo completo de Rafael Mury neste link.