O ator Gabriel Stauffer, conhecido por papéis nas novelas “A força do querer” e “Pantanal”, ambas veiculadas pela Rede Globo, compartilhou ao “Bem Paraná” os impactos familiares e pessoais após seu pai, o jornalista Sérgio Wesley, revelar ser homossexual. A declaração foi feita durante participação no programa “Retrato gravado”, onde Gabriel refletiu sobre como essa revelação redefiniu sua visão de mundo e sua relação com a fé.

Criado na Igreja Presbiteriana de Curitiba, Gabriel afirmou que viveu boa parte da infância e adolescência dentro da comunidade religiosa, mas passou a questionar a doutrina quando o pai revelou sua orientação sexual.
“Fiquei muito confuso. Como um Deus — pai de todos — poderia preparar um inferno para o meu pai? Como que eu vou acreditar num Deus que preparou um lugar para o meu pai e mais um monte de gente ser chicoteada pela eternidade? Comecei a me indagar sobre essas coisas e parei de acreditar nisso. Prefiro amar incondicionalmente meu pai do jeito que ele é, assim como amo a minha mãe, minha irmã, meus sobrinhos”, afirmou o ator.
Sérgio Wesley se afirmou gay em 2017, após uma cirurgia considerada grave. Segundo Gabriel, o momento foi marcante não apenas pela franqueza do pai, mas por simbolizar uma transformação na dinâmica familiar.
“Foi muito impactante pra mim e importante também. Hoje fico feliz e grato pelo meu pai ter contado isso pra gente, ter conseguido falar. Para um homem, numa sociedade que a gente vive, que ainda é machista e tem muito preconceito, um homem mais velho conseguir falar isso pra mulher, para os filhos, pra sociedade, acho que muito especial e necessário. Às vezes, a gente se afasta do que a gente é, dos nossos desejos, por inúmeros motivos, e acabamos nos afastamos de quem somos”, declarou.
Após a divulgação do depoimento, Sérgio Wesley usou as redes sociais para comentar a fala do filho. “Eu amo você cada dia mais e meu orgulho de você e meu respeito por você só aumentam! Que o Deus pai, amoroso, libertador, cuidador e sustentador continue a abençoar a sua vida! Te amo!”, escreveu o jornalista em uma publicação.

Atualmente, Gabriel mantém contato próximo com o pai e seu atual companheiro, e afirmou que a relação familiar permanece saudável. Além disso, revelou que planeja transformar a história vivida pela família em um monólogo e um livro, projeto que já está sendo desenvolvido.
Aos 36 anos, o ator ressaltou que ainda cultiva a espiritualidade, mas dissociada das estruturas religiosas tradicionais. “Acho que espiritualidade é diferente de religião e é uma busca individual. Eu continuo orando, pedindo, vibrando, me relacionando com um deus, porque preciso disso (Deve ser o sol na casa 12). Mas um Deus que é diferente daquele que aprendi dentro da igreja. Se transformar exige coragem, enfrentar seus medos. É doloroso e delicioso. E é uma busca que vai durar enquanto eu existir”, concluiu.
Assista à entrevista na íntegra:
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Concordo totalmente. Acho muita alienação um gay se dizer religioso, principalmente se for católico ou evangélico. Não conheço todas as religiões do Brasil mas tenho certeza que essas duas odeiam os gays e as gays precisam acordar e se perguntarem:
1) De onde vem o ódio que recebem? Se descobriu a resposta, anote para não esquecer;
2) Qual o motivo do desespero em aceitar uma religião só para se sentir mais inserido na sociedade?;
3) Se sofreram lavagem cerebral desde criança?; e
4) Se, mesmo que a gay acredite que existe um ser poderoso, por que ela iria escolher logo um que não aceita gays?
Ou então, continuem sendo alienados. Como diria Schopenhauer, alienação é uma benção.