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O ator Daniel Franzene, mais conhecido por sua participação no filme “Meninas Malvadas”, usou o YouTube para denunciar um caso de homofobia ocorrido na Universidade Católica Walsh sediada em Ohio no dia 18 de março. As informações são do canal Out.

O título do vídeo é “Fui demitido por ser gay” e nele, o ator afirma que houve o cancelamento de um show que seria feito por ele de modo bastante “abrupto” um dia após o Vaticano se posicionar contra o casamento homoafetivo, sendo que inicialmente foram representantes da própria universidade que o chamaram para fechar um contrato, que foi finalizado no dia 18 de fevereiro.

No vídeo, o astro de “Meninas Malvadas” também manda um recado para todos os estudantes LGBTQIA+ que estão na Universidade: “Aos estudantes LGBTQ em Walsh, porque eu sei que vocês estão aí, eu sinto muito não poder estar com vocês. Imagino o quanto vocês se sentem frustrados e isolados agora, mas saiba que Deus sabe de tudo sobre você e ele os ama do jeito que são. Não há comunicado do Vaticano que possa mudar isso, e nem uma ação de uma universidade pode mudar isso, nada pode separar a gente do amor de Deus e Jesus Cristo.”

Astro de "Meninas Malvadas" foi demitido de universidade católica por ser gay
Reprodução

Igreja Católica diz que não pode abençoar casais gays

O Vaticano anunciou, neste dia 15 de março, que padres e ministros da Igreja Católica não podem abençoar união homoafetiva. Segundo a nota divulgada com o aval do Papa Francisco, “Deus não pode abençoar o pecado”. As informações são da Folha de São Paulo.

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) emitiu a decisão em resposta a perguntas enviadas por paróquias que expressaram o desejo de conceder bênçãos como um sinal de boas vindas aos homossexuais.

A CDF reconheceu o pedido como um “desejo sincero de acolher e acompanhar os homossexuais” e ajudá-los a crescer na fé. O órgão disse também que a decisão “não se destina a ser uma forma de injusta discriminação, mas sim um lembrete da verdade do rito litúrgico”. 

Igreja Católica diz que não pode abençoar casais gays
Reprodução

No entanto, a CDF afirma também que o casamento heterossexual é um sacramento e este não pode ser estendido a casais de pessoas do mesmo sexo.

“Por esse motivo, não é lícito dar bênção a relacionamentos, ou a parcerias estáveis, que envolvam atividade sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta em si mesma à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo”, diz a nota.

Por outro lado, o papa já se manifestou favorável as proteções legais às uniões gays, mas apenas relacionadas à esfera civil. Em 2019, ele disse à emissora mexicana Televisa (via DW) que “Pessoas homossexuais têm o direito de estar numa família, elas são filhas de Deus”.

Quanto a famílias com filhos gays, Francisco comentou “Não se pode expulsar alguém de uma família, nem tornar sua vida miserável, por esse motivo. Devemos ter é uma lei de união civil: desse modo, eles estão legalmente garantidos.”

Vale dizer também que em agosto de 2017, um assessor do papa Francisco cumprimentou em nome do pontífice um casal gay de Curitiba pelo batismo católico dos três filhos adotivos.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"