ONU promove oficina em São Paulo para refugiados e migrantes LGBTI

Situações de migração forçada, tráfico humano, exploração sexual e violência são ameaças constantes aos direitos humanos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promove no próximo dia 20 de novembro a “Oficina de Fortalecimento da Rede de LGBTI imigrantes e refugiadxs: construindo pontes e fluxos entre LGBTI, serviços e sociedade civil organizada em São Paulo”. Evento gratuito na capital paulista reunirá representantes da sociedade civil, ONU e Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, São Paulo - SP, Brasil neste domingo 07 de junho. Foto: LeoPinheiro
Participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, São Paulo – SP, Brasil neste domingo 07 de junho. Foto: LeoPinheiro

O UNFPA considera que a população de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo enfrentam vulnerabilidades particulares em contextos de migração, por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Situações de migração forçada, tráfico humano, exploração sexual e violência são ameaças constantes aos direitos humanos de refugiados e pessoas em outras conjunturas migratórias. Além disso, a barreira linguística e o desconhecimento das leis brasileiras muitas vezes dificultam o acesso aos serviços.

Organizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a oficina visa criar um espaço de entendimento dos desafios e oportunidades de assistência que acompanham os movimentos migratórios das pessoas LGBTI. Durante o evento, serão realizadas rodas de conversas com refugiados e migrantes. Também será discutida a construção de fluxos estratégicos para sensibilizar as populações em situação de vulnerabilidade sobre como garantir a proteção e reparação de seus direitos.

A analista para Assuntos Humanitários do UNFPA no Brasil, Irina Bacci, avalia que a atividade é importante para fortalecer a rede de proteção das pessoas LGBTI na capital paulista. “A oficina visa garantir o acesso de pessoas migrantes e refugiadas que poderão contribuir com suas experiências de vidas e ajudar a rede de proteção para melhor acolher os e as imigrantes”, diz a especialista.

No evento, será apresentada a “Plataforma sobre o Perfil das Solicitações de Refúgio relacionadas à Orientação Sexual e à Identidade de Gênero”, criada pelo ACNUR e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), em parceria com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e a sociedade civil. O projeto apresenta o perfil das solicitações de refúgio de pessoas LGBT no Brasil.

Os dados oferecem aos atores envolvidos na proteção de pessoas refugiadas informações relevantes para responder às necessidades dessa população. A iniciativa também atende a uma importante demanda de pesquisadores que estudam o tema.

As inscrições na oficina são gratuitas e podem ser feitas em http://bit.ly/oficina-lgbti-sp

Serviço
Oficina de Fortalecimento da Rede de LGBTI imigrantes e refugiadxs: construindo pontes e fluxos entre LGBTI, serviços e sociedade civil organizada em São Paulo
Data: Dia 20 de dezembro, a partir das 13h
Local: Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) – (Rua Major Diogo, 834, Bela Vista. São Paulo)

refugiados
As inscrições na oficina são gratuitas e podem ser feitas em http://bit.ly/oficina-lgbti-sp

Sobre o projeto

Para oferecer atendimento humanitário a milhares de venezuelanas e venezuelanos que chegam ao Brasil, desde julho de 2018, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estão recebendo apoio da União Europeia por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP, da sigla em inglês).

Entre as atividades e ações apoiadas, estão processos de registro, abrigamento dos grupos mais vulneráveis, acesso a informação e atuação com crianças e vítimas de violência de gênero. O IcSP tem como objetivo melhorar o ambiente de proteção para venezuelanos e venezuelanas no Brasil e contribuir para uma convivência mais pacífica desta população nas cidades de acolhida.

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