O Festival de Cinema LGBT de Londres teve seu evento presencial cancelado devido ao surto do coronavírus. No entanto, aqueles que adquiriram o ingresso, poderão acompanhar os longas através de seu serviço de streaming BFI Flare at Home.

Aqueles que compraram os ingressos poderão assistir aos filmes gratuitamente até o dia 29 de março, enquanto os que não compraram podem usar o período gratuito de 15 dias.

TomBoy é um dos destaques do festival. Foto: Reprodução
TomBoy é um dos destaques do festival. Foto: Reprodução

Entre os destaques da plataforma que podem ser assistidos estão TomBoy, filme francês que aborda as questões de uma criança transgênero; Dressed as Girl, documentário que retrata a vida de drag queens e Beautiful Something, longa que retrata a vida de quatro homens gays diversos, abordando questões como relacionamento inter-racial e as mais várias formas de preconceito.

Dressed as a girl é um documentário que explora a vida das drag (Foto: Reprodução)
Dressed as a girl é um documentário que explora a vida das drag (Foto: Reprodução)

BRITISH FILM INSTITUTE

BFI é a contração de British Film Institute, fundado em 1933 como uma entidade filantrópica, em Londres. Já em 1983, a Rainha Elizabeth assinou uma Carta Régia estabelecendo as diretrizes que se seguem até hoje:

“[O British Film Institute tem como objetivo] incentivar o desenvolvimento das artes cinematográficas, a televisão e a imagem em movimento em todo o Reino Unido, promover seu uso como um registo da vida e os costumes contemporâneos, para estimular o ensino sobre cinema, televisão e a imagem em movimento e sobre seu impacto na sociedade, promovendo o acesso e a valorização do cinema britânico e do cinema internacional, para cuidar e desenvolver coleções que refletem a história e o patrimônio da imagem em movimento do Reino Unido”

Beautiful Something aborda a vida de quatro gays muito diferentes entre si (Foto: Reprodução)
“Beautiful Something” aborda a vida de quatro gays muito diferentes entre si (Foto: Reprodução)

O BFI conta com o maior acervo cinematográfico do mundo, com cerca de 50.000 filmes de ficção, 100.000 não-ficcionais e mais de 625.0000 programas de TV. A maioria são de produções audiovisuais do país, mas também há uma porcentagem destinada a longas de outros países.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".