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De acordo com uma análise feita pelo canal Outsports, pelo menos 135 pessoas se autodeclararam LGBTQIA+ nas Olimpíadas de Tóquio, sendo mais que o dobro do evento ocorrido no Rio de Janeiro em 2016, onde o número era em torno de 56, e mais do que todas as outras olimpíadas combinadas.

Dos 25 países que estão enviando atletas LGBT+ para participar das olimpíadas de 2021, os Estados Unidos lideram a lista com 15 atletas, seguido pela Inglaterra e Países Baixos com 12; Canadá com 11; Nova Zelândia e Austrália com 9 e o Brasil com 7.

Ao todo são 30 jogadores de futebol LGBT; 13 jogadores de basquete e 9 jogadores de Rugby, além de outros em vários segmentos esportivos, como skateboarding, boxe, ciclismo, natação, handball, judô, maratona e muitos outros. A maior parte dos LGBTs são lésbicas, sendo que a maioria são jogadoras de futebol.

Olimpíadas de Tóquio têm mais atletas abertamente LGBTQIA+ que todas as outras juntas
Foto: OutSports

Além disso, um momento considerado histórico nas Olimpíadas de Tóquio é a participação da atleta transgênero Laurel Hubbard (43), oriunda da Nova Zelândia, que acabou se classificando na categoria feminina acima dos 87 kgs para levantamento de peso. Ela, que chegou a competir na categoria masculina antes da transição, se tornou elegível para se inscrever na feminina após demonstrar níveis de testosterona abaixo dos limites exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

A novidade também foi celebrada pela organização LGBT+ do esporte Athlete Ally. “Todos os atletas ‘fora do armário’ e orgulhosos são inspirações para outros que ainda não o fizeram, ou para aqueles que estão inseguros se podem ser completamente eles mesmos e praticar o esporte que eles amam”, disse a diretora de comunicações da organização, Joanna Hoffman, em entrevista a TIME.

Hoffman também diz que o crescimento dos atletas abertamente LGBTQIA+ contribuem para uma mudança significativa no mundo dos esportes. “Talvez o mais importante, [é que os atletas LGBTQ] ajudem a encorajar os times e as ligas a institucionalizarem a inclusão, para que os atletas saibam que estão em um ambiente seguro e convidativo quando eles ‘saírem do armário’ e se perceberem um lugar onde a única intolerância é a discriminação”. 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"