O policial que agrediu o estudante de medicina em mercearia de Goiânia foi indiciado por crimes de injúria homofóbica, ameaça, lesão corporal e crime de racismo. O Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância da Polícia Civil (Geacri) concluiu a investigação e agora o processo foi enviado para o Poder Judiciário. As informações são do Mais Goiás.
O episódio ocorreu às 19h36 no dia 9 de agosto em um estabelecimento em Goiânia, e dois vídeos registraram a ocorrência, um deles gravado pelo celular da vítima, Lucas Leite (23), enquanto outro foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento. O PM chama Lucas de “viadão”, dá um tapa no rosto dele e, em seguida, saca uma arma e aponta para o jovem.
Estudante de medicina é agredido por policial de conduta homofóbica https://t.co/HTrPeHQzpA pic.twitter.com/6CEdT2RCWR
— @gayblogbr 🇧🇷🏳️🌈 by SCRUFF 🐾 (@gayblogbr) August 11, 2021
A confusão teria se iniciado quando o policial militar questionou o motivo do estudante estar olhando para ele e que, além das agressões, o militar o ameaçou de morte.
“Quando eu passei perto dele, ele começou a debochar e rir, olhando para mim, como se tivesse algum problema comigo. Eu não arrumei confusão, não fui para cima dele, não fiz nada que justificasse tal atitude”, afirmou.
Para a polícia, a resposta não só consiste em ofensa homofóbica, como também dá a entender que o policial havia taxado a vítima anteriormente usando o mesmo termo, algo confirmado por testemunhas. Já o crime de ameaça foi provado pelas imagens das câmeras, que registraram o policial puxando uma arma de fogo da cintura e partindo em direção à vítima, durante a discussão.
O policial foi indiciado ainda pelo crime de racismo por impedir que o estudante adquirisse produtos na mercearia. Conforme a Lei que tipifica o crime, impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público, em razão de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, se enquadra como crime de racismo.

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