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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou a criação do Conselho Federal para Abordagem de Feminicídios, Travesticídios e Transfeminicídios, para dar uma resposta a “extrema violência contra mulheres e LGBTI”. As informações vieram do Gay Times.

“Para por um fim a essas aberrações precisamos levar adiante as estratégias coordenadas entre o governo nacional, as províncias e os municípios da Argentina, que ajudem a prevenir e identificar situações de risco e garantir um estado que responda com a agilidade necessária” – disse Fernández no Twitter.

Com o órgão federal, haverá uma ação institucional para prevenir, investigar, sancionar e fornecer reparação e assistência para esse tipo de delito. O conselho surgiu depois da morte da jovem Úrsula Bahillo, de 19 anos, que foi morta a facadas por um ex-namorado na cidade de Rojas, província de Buenos Aires, no último dia 8 de fevereiro. Já Vanessa Carreña, de 28 anos, foi morta no dia 12 apunhalada pelo ex-marido na frente dos filhos, também na região metropolitana da capital argentina.

Presidente da Argentina cria Conselho para combater feminicídios e transfobia
Reprodução

Ambos os crimes tiveram grande repercussão na Argentina, vindo daí a criação do conselho federal. Segundo a ministra das Mulheres, Gênero e Diversidade, Elizabeth Gómez Alcorta, o “caso de Úrsula é a regra, não a exceção”. O sistema judiciário da Argentina, segundo Alcorta, não tem uma perspectiva de gênero, já que a vítima havia denunciado dezoito vezes o agressor e, ainda assim, não foi protegida.

“Neste caso, a enorme falha que tem a intervenção judicial é vista com indiscutível clareza. Estamos perante um caso em que uma jovem faz 18 denúncias contra uma pessoa que tem histórico de agressões em relações passadas. E a pessoa estava absolutamente sem qualquer medida de restrição à sua liberdade”, afirmou a ministra, em entrevista ao canal de notícias argentino TN.

A ministra será uma das integrantes e coordenadoras do conselho anunciado por Fernandez, que também contará com os ministérios da Segurança, Justiça e Direitos Humanos, do Ministério Público Fiscal da Nação, do Poder Judiciário e Legislativo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".