Insurreição Queer se opõe a perseguição e assassinato de homossexuais por extremistas

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DAMASCO – Integrantes da comunidade LGBT na Síria formaram a primeira unidade militar para combater o grupo extremista no país, que persegue brutalmente a comunidade há anos. Agora, um grupo de voluntários internacionais junto com forças curdas no norte do país em guerra há seis anos se uniram para criar o Exército de Liberação e Insurreição Queer (TQILA, na sigla em inglês, chamado de ‘tequila’, como a bebida mexicana), formado sob a guarda da Forças de Guerrilha do Povo Revolucionário Internacional (IRPGF, na sigla em inglês), um grupo anarquista que participa no combate ao EI.

O grupo condenou imagens de homens gays sendo arremessados de telhados e apedrejados até a morte, o que disseram não conseguir “assistir indolentemente”. Para o Estado Islâmico, a homossexualidade é um crime a ser punido com morte. A formação do TQILA foi anunciada em um comunicado publicado na página do Twitter:

“Nós, as Forças de Guerrilha do Povo Revolucionário Internacional (IRPGF) formalmente anunciamos a formação do Exército de Liberação e Insurreição Queer (TQILA), subgrupo da IRPGF composta por companheiros LGBTQI+, bem como outros que buscam esmagar o binarismo de gênero e avançar na revolução feminina e também na revolução sexual e de gênero mais ampla”, declarou a organização. “Membros do TQILA têm assistido ao terror de fascistas e forças extremistas pelo mundo atacar a comunidade Queer e assassinar incontáveis membros de nossa comunidade, chamando-os de “doentes”, “pecadores” e “anormais”.

Ao fim, o TQILA clama:

“Liberação Queer! Morte ao capitalismo arco-íris! Revidar! As bichas matam fascistas!”.

FORÇA ARCO-ÍRIS EM RAQQA

Um porta-voz do TQILA, Heval Rojhilat, disse à “Newsweek” que mais detalhes do grupo não seriam revelados por questões de segurança.

— Muitos de nossos companheiros são da comunidade LGBTI — afirmou Rojhilat. — Já estamos lutando em Raqqa à revista.

Fotos divulgadas nas redes sociais mostram soldados mascarados armados em uniformes militares carregando um cartaz: “Essas bichas matam fascistas, TQILA-IRPGF”. Ao fundo, outros combatentes seguram a bandeira arco-íris, símbolo da comunidade LGBT*QI e outro cartaz com a logo do grupo: uma AK-47 em fundo rosa.

O TQILA também critica “os conservadores cristãos no mundo ocidental” por ataques à comunidade LGBTQI ao longo da história “em uma tentativa de silenciar e apagar sua existência”.

“Queremos enfatizar que a queerfobia, a homofobia, bifobia, lesbofobia e transfobia não são inerentes ao islamismo, nem a nenhuma outra religião, mas sim um produto das construções sociais heteropatriarcais”, destaca a unidade militar. “De fato, conhecemos muitos muçulmanos, judeus, cristãos, hindus, budistas, etc, que simpatizam e estão abraçando a unidade”.

O Estado Islâmico já divulgou vídeos de assassinatos de homossexuais na Síria e no Iraque, e reivindicou a autoria do atentado à boate gay Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos. A participação das forças curdas na nova unidade militar reforça o costume em quebrar desigualdades de gênero, já que os curdos têm unidades totalmente femininas que combatem o EI na Síria e no Iraque.

Com informações d’O Globo

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