Rapper Lil Nas X diz que rezava para que sua sexualidade fosse apenas uma fase

O rapper Lil Nas X disse em uma entrevista à apresentadora Gayle King, durante o programa CBS This Morning, que durante muito tempo não aceitava sua homossexualidade.

“Eu definitivamente sabia [sobre ser gay], especialmente durante a adolescência. Mas eu orava, orava e orava, pedindo que fosse apenas uma fase” – disse.

Lil Nas X
Foto: reprodução

Atualmente, Lil Nas X se demonstra bem resolvido e é considerado um símbolo da representatividade dos gays no mundo do rapper. Quando questionado sobre ter dito publicamente sua sexualidade como forma de inspiração e encorajamentos dos jovens, ele diz:

“Creio que sempre vai ajudar. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Alguém que está me ouvindo na escola agora escuta coisas como ‘você é gay por estar ouvindo Lil nas X’. Ainda há coisas a serem feitas.”

O rapper se assumiu gay em junho de 2019, durante o auge de sua carreira, poucos meses depois de ter chamado a atenção do mundo inteiro com a música “Old Town Road”. Esta alcançou o número um na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos e permaneceu lá por 19 semanas. Em agosto, recebeu mais um bilhão de streams no Spotify e ainda ganhou dois MTV Music Awards.

ORIENTAÇÃO SEXUAL EGODISTÔNICA

O caso do rapper Lil nas X durante a adolescência se caracteriza dentro do conceito conhecido na psicologia como orientação sexual egodistônica. Em termos simples, é quando a pessoa sabe de sua orientação sexual, mas gostaria que fosse de outra forma, causando sofrimento e ansiedade ao não querer lidar com os próprios desejos sexuais.

De acordo com o canal “Nerdologia” no episódio “Existe Cura Gay?” (vídeo acima), ao longo da história houve diversas tentativas de reorientação sexual e, nenhuma delas, teve eficácia para mudar a condição de alguém. Segundo a ciência, a autoaceitação, ou seja, a sintonia do ego com o desejo (ou egosintonia) é a melhor forma de combate as angústias relacionadas a própria sexualidade.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek e agora está em busca de novos desafios. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".