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Na última sexta-feira (8), o serial killer de homossexuais José Tiago Correia Soroka foi condenado a 104 anos, quatro meses e seis dias de prisão pelos crimes de latrocínio, roubo agravado e extorsão. A decisão é da juíza Cristine Lopes, da 12ª Vara Criminal de Curitiba.

O serial killer está preso desde 29 de maio de 2021, quando confessou três crimes dos quais ele era suspeito. Na época, os policiais conseguiram chegar até Soroka a partir de uma das vítimas que sobreviveu. O crime ocorreu no dia 11 de maio do ano passado, no bairro Bigorrilho,  em Curitiba (PR), e o rapaz foi importante nas investigações.

José Thiago Soroka (Foto: Reprodução/RPC)

Piero Madalozzo e Rodrigo Riquelme Macedo, advogados que defendem o serial killer, afirmaram nesta quinta-feira (14) que vão recorrer da decisão, porque entendem que o réu deve ser julgado por homicídio e não por latrocínio, de acordo com o g1.

Todas as provas produzidas durante o processo foram suficientes para demonstrar que o acusado não teve intenção de roubar as vítimas e já ingressou com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Paraná para que seja revista a decisão de primeiro grau esperando que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri“, diz a nota emitida pelos advogados.

Em depoimento na delegacia, em maio do ano passado, o suspeito disse que cometeu outros crimes anteriores aos assassinatos investigados, como roubos. Além disso, ele falou que todas as vítimas eram homens, mas nem todos homossexuais e que se reservava ao direito de não dar mais detalhes sobre os casos.

De acordo com as investigações, Soroka usava aplicativos de encontros para ir até a casa das vítimas. Ao chegar no local, ele estrangulava os homens e deixava o local levando pertences deles. A polícia diz que os crimes possuíam motivação por ódio, e que ele pretendia fazer uma vítima por semana.

Após a repercussão do caso, conforme a polícia, ele não conseguia mais marcar encontros. A uma possível vítima, ele chegou a confessar em um aplicativo que era o serial killer que aparecia na televisão. 

A polícia estima que possam haver de 10 a 20 pessoas que possam ter sido vítimas de roubo de Soroka. O serial killer agia sempre da mesma maneira, caso a pessoa reagisse, ele a esganava até a morte. Ele usava nome falso para se hospedar em pensões.

José Tiago Correia Soroka Na última terça-feira, 4ª vítima do serial killer de Curitiba conseguiu escapar vivo
Serial killer flagrado em ação (Foto: Reprodução)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)