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Carol Quintana (PT), de 38 anos, concorre a deputada estadual no Rio de Janeiro. Professora de Sociologia do ensino médio, ela é lésbica e moradora de Teresópolis (RJ). A candidata leciona há mais de 12 anos e também é mestra em Sociologia.

Me candidato para combater a política do ódio e lutar contra o fascismo, para defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, para lutar por uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade, socialmente referenciada e que promova o respeito a diversidade”, declara Carol.

Entre suas propostas, ela ressalta o compromisso com os trabalhadores e defenderá a educação, os direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, a cultura e a democracia. “Quero ser deputada estadual para ser a voz de Teresópolis na ALERJ e pensar uma política descentralizada da capital”, afirma a candidata, que é uma das entrevistadas da semana no especial “Eleições 2022” do Gay Blog BR.

Carol Quintana, candidata a deputada estadual pelo PT do RJ (Foto: Divulgação)

Confira na íntegra a entrevista com Carol Quintana

GAY BLOG BR: Qual a sua formação e trajetória profissional? 

Carol Quintana: Sou formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tenho mestrado em Sociologia pela UFRRJ. Sou professora de Sociologia da rede estadual de ensino, no Cia Jose Francisco Lippi, uma escola rural de Teresópolis e sou professora há mais de 12 anos. Atualmente sou coordenadora do Sindicato dos Profissionais da Educação de Teresópolis (SEPE/Teresopolis) e já fui conselheira municipal de educação. Também sou fundadora e coordenadora do Coletivo LGBTere e faço parte da frente estadual LGBTQIA+ do RJ e atuo em defesa da comunidade LGBTQIA+.

GB: O que motivou a se candidatar?

Carol: Me candidato para combater a política do ódio e lutar contra o fascismo, para defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, para lutar por uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade, socialmente referenciada e que promova o respeito a diversidade. Me candidato para lutar pelos profissionais da educação, porque mais mulheres precisam ocupar a política para lutar pelos direitos das mulheres, porque pessoas LGBTs possuem pouca representatividade nos espaços de poder e nosso país possui pouquíssimas leis em defesa da comunidade LGBT. Quero ser deputada estadual para ser a voz de Teresópolis na ALERJ e pensar uma política descentralizada da capital. Me candidato para defender a cultura, a democracia, a vida e combater a desigualdade social, a miséria e a fome no nosso estado.

GB: Quais os desafios enfrentados ao ser uma candidatura abertamente LGBT+?

Carol: São muitos desafios enfrentados e eles começam no próprio partido, portanto, garantir apoio político e recursos é um primeiro grande obstáculo. Os preconceitos estão enraizados tbm nas estruturas partidárias e isso é uma barreira para que as candidaturas LGBTs se fortaleçam. As violências políticas, tanto internas, quanto externas são fortes entraves para uma candidatura abertamente LGBTQIA+.

GB: Quais são as suas principais propostas? Há pautas exclusivamente para LGBT+?

Carol: Tenho proposta para os trabalhadores, defendo a educação, as mulheres a comunidade LGBTQIA+, a cultura e a democracia. Sim, há propostas específicas para a comunidade LGBT.

Pela ampliação dos centros de acolhimento e referência LGBTQIA+ em todo o estado, através do fortalecimento do programa Rio Sem Homofobia; Por uma saúde pública inclusiva e de qualidade para todes, com a ampliação do número de vagas para atendimento nos serviços de referência; Pelo aumento da oferta de bolsas para cursos de alfabetização, formação e profissionalizantes; Por uma política em defesa da moradia popular e da criação de casas de passagem e espaços de acolhimento para a população LGBTQIA+; Pela criação de editais de cultura com temática LGBTQIA+ tanto para a capital quanto para o interior do estado.

GB: Quais medidas você acredita serem necessárias para combater a LGBTfobia?

Carol: Várias medidas são necessárias, mas acredito que combate a lgbtfobia começa com políticas públicas na área da educação e da cultura. Defender a discussão de êenero e diversidade sexual é fundamental para combatermos o preconceito e a intolerância. Tbm devemos avançar na aprovação de leis como o casamento homoafetivo.

GB: O que você pensa sobre o uso e políticas da PrEP?

Carol: A PrEP é fundamental para garantir a saúde da comunidade LGBTQIA+ e prevenir o HIV/Aids, principalmente, nos homens gays e as travestis. De uma maneira geral, falta uma abordagem de uma saúde integral que inclua a população LGBTQIA+.

GB: Como você avalia o governo de Bolsonaro?

Carol: O governo Bolsonaro cresceu atacando a comunidade LGBTQIA+ e tem atuado para desmontar as poucas políticas públicas que temos no país para a população LGBTQIA+. Além do mais, os discursos de ódio promovidos pelo governo têm um impacto direto no aumento da violência contra a comunidade LGBTQIA+, colocando o Brasil como o país que mais mata pessoas LGBTss no mundo. Por isso, nos LGBTs temos uma responsabilidade enorme em tirar Bolsonaro do poder, pois ele se criou atacando o programa escola sem homofobia, falsamente deturpado como o tal do Kit Gay. Bolsonaro perseguiu, caluniou e difamou o nosso primeiro parlamentar assumidadmente gay, o Jean Wyllys, lá em 2014. Se Bolsonaro cresceu batendo na nossa comunidade ele vai cair com os votos da nossa comunidade, por isso é muito importante a conscientização do voto na comunidade LGBTQIA+.

Confira a lista de candidaturas LGBTQIA+ de 2022 neste link.

Lista de candidatos LGBTQ+ nas eleições 2022 | Deputados, Senadores, Governadores




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)