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“Oi, mãe. Lembra de quando você me proibiu de ir aos protestos do Black Lives Matter porque poderia ter violência? Essa aí não é você?”, escreveu Helena Duke na sua conta do Twitter. A jovem de 18 anos “hitou” na rede ao mostrar um vídeo de sua mãe, acompanhada do tio e da tia, Richard e Annie Lorenz durante a invasão do Capitólio, no último dia 06, além de uma foto das duas, como prova do parentesco.

Therese Duke aparece tentando tirar o celular da mão de uma policial e sendo agredida pela mulher, o que gerou uma grande confusão, com cenas de violência. Curiosamente, a briga aconteceu na madrugada que antecedeu a invasão, na praça Black Lives Matter, em frente ao edifício do congresso estadunidense, em Washington.

A postagem teve dezenas de milhares de retuítes. O detalhe ainda mais inusitado da postagem é que, segundo a adolescente, Theresa havia proibido a filha de participar das manifestações contra ações racistas nós Estados Unidos, o movimento Black Lives Matters, pela possibilidade de haver violência. A mãe teria enganado a filha dizendo que iria à uma consulta médica, saindo Charlton, no Massachussets, em direção à capital.

Helena contou ao New York Post: “Ela foi muito vaga, não me deu muitas informações. Quando vi o que estava acontecendo no Capitólio, naquele momento eu pensei: ‘meu Deus, ela deve estar lá.'”

Helena se apresentou, em outro post, como a “lésbica não conservadora da família”, e contou receber represálias por suas posições políticas.

“É muito hipócrita da parte dela me expulsar de casa por participar de protestos pacíficos e no fim participar disso, que claramente era um ataque violento ao Capitólio, e ainda acabar brigando com uma policial”, protestou. De acordo com Helena, a mãe era democrata, mas sofreu o que ela chamou de “lavagem cerebral”, se transformando numa seguidora veemente de Donald Trump.

Helena já havia sido expulsa de casa várias vezes. Após a recente cisão com a família, a jovem se encontrou com dificuldades para sustentar-se e iniciou uma vaquinha online para pagar as despesas. A adolescente já conta com US$ 39.266 por meio das doações.

“Como vocês já estão sabendo pelas notícias, eu entreguei minha mãe por suas ações. No momento não tenho ideia de como vou pagar pelos meus estudos e tenho pouca ajuda financeira. Tenho o sonho de me tornar advogada. Quero fazer o mundo um lugar melhor e preciso de alguma ajuda para isso”, escreveu a jovem.

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Catarinense, 25 anos e professor de Literatura e Língua Inglesa. Homem gay, apaixonado por música e que respira futebol e cultura latino-americana.