A fabricante de bebidas Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, está fortalecendo a inclusão de pessoas LGBTQIA+ através do programa Journey. Iniciado em 2022, o programa visa capacitar e qualificar jovens aprendizes trans para o mercado de trabalho, sendo realizado na unidade da Diageo em Itaitinga, no Ceará. Atualmente, 100% dos jovens aprendizes na fábrica se identificam pessoas trans.
O que é o programa Journey
O programa começou com quatro participantes e agora conta com 18 jovens trans. Desde o início, 36 jovens trans já passaram pelo Journey, e 22% deles foram efetivados em posições na Diageo ou em empresas parceiras. Segundo Herlia Ferreira, coordenadora de Recursos Humanos (RH) na Diageo Ceará, a inclusão dessas pessoas é fundamental para mostrar o quanto elas podem contribuir no ambiente de trabalho. “Nós reconhecemos e valorizamos essas pessoas e, por isso, abrimos as portas para mostrar o quanto elas podem contribuir nos lugares onde vivem e trabalham”, afirma.
Segundo informações da assessoria de imprensa, os participantes do programa estão distribuídos em diversas áreas da fábrica de Ypióca, como setor financeiro, jurídico, comunicação, manutenção, produção, recursos humanos e qualidade. Entre os jovens aprendizes, 61% se identificam como mulheres, 36% como homens e 3% como não-binários. A Diageo também realiza encontros trimestrais e ações para o desenvolvimento de carreira desse público.

Políticas da empresa
O programa Journey não apenas oferece a primeira oportunidade de emprego para muitos jovens trans, mas também permite o crescimento profissional e o desenvolvimento de habilidades. Luna Genni, mulher trans e aprendiz no setor de RH, destaca a importância do programa na sua evolução pessoal e profissional. “Pensar nessa jornada me emociona, pois foi aqui dentro da empresa que pude ter vivências e trocas importantes com demais pessoas trans, o que ajudou muito em minha evolução e também na descoberta do meu propósito de vida“, conta.
Já Bruno Lukas Lima da Silva, homem trans, relata que encontrou apoio e acolhimento na empresa, o que o motiva a seguir na carreira. “Quando entrei na empresa, fiquei muito curioso com os processos na parte industrial e fiquei muito feliz em encontrar pares da comunidade no trabalho. Me sinto muito acolhido e penso em cursar Engenharia para seguir me desenvolvendo na carreira“, disse.

Realidade brasileira
No Brasil, a vida de uma pessoa trans é desafiadora, marcada por preconceito e rejeição. De acordo com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), aproximadamente 20 milhões de brasileiros se identificam como LGBTQIAPN+.
Segundo pesquisa da organização de mídia Gênero e Número, 92,5% relataram aumento da violência contra essa população. As mulheres trans brasileiras correm um risco 12 vezes maior de sofrer morte violenta do que as estadunidenses.
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) mostram que no primeiro semestre de 2024, foram registradas 33.935 violações contra pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil, com São Paulo liderando o número de casos. É um cenário onde 55% das pessoas trans e de gênero não conformista se sentem desencorajadas a mostrar sua verdadeira identidade de gênero no ambiente de trabalho.
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