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O último suspeito de participação no assassinato da travesti Dandara Katheryn* foi condenado a 16 anos de reclusão em júri popular, na última quarta-feira (17). Ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado. Francisco Wellington Teles, 53 anos, é acusado de levar Dandara em uma motocicleta até o local do crime. As informações são do G1.

Dandara foi morta aos 42 anos, após ser alvejada por tiros no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza (CE). Antes de ser assassinada, ela sofreu chutes e golpes de pau por um grupo de pessoas. O crime aconteceu em 15 de fevereiro de 2017 e teve grande repercussão nacional.

(Foto: Reprodução)

Teles foi condenado por motivo torpe, vingança e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele foi preso em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, no dia 15 de março de 2019.

No ano seguinte ao crime, em 2018, cinco dos oito acusados pelo assassinato de Dandara foram sentenciados. Todos os réus julgados foram condenados com as qualificadoras de motivo torpe (homofobia), meio cruel e sem chance de defesa para a vítima.

As penas foram individualizadas, de acordo com a participação de cada réu no crime. Francisco José Monteiro de Oliveira Junior foi condenado a 21 anos em regime fechado por ter atirado em Dandara. Jean Victor Silva Oliveira teve pena de 16 anos por usar uma tábua no espancamento.

Rafael Alves da Silva Paiva também foi condenado a 16 anos, mas por ter agredido a vítima com chutes. Francisco Gabriel dos Reis cumprirá pena de 16 anos por ter agredido a vítima com chineladas. Por fim, Isaías da Silva Camurça foi punido com 14 anos e 6 meses por ter proferido palavras e frases ofensivas durante o ataque.

Ainda em 2018, em um outro julgamento, Júlio César Braga da Costa foi condenado a 16 anos de reclusão. Um outro acusado do crime não chegou a ser julgado porque morreu antes do julgamento.

(Foto: Reprodução)

*Foi utilizado o nome Dandara Katheryn (ou Kathelyn), com o qual ela realmente se identificava e se apresentava socialmente. O nome ‘Dandara dos Santos’ nunca existiu, de acordo com o livro “Dandara Katheryn, a mulher de nome bonito”, lançado pela Editora Devires, resultado da dissertação de mestrado do Delegado Anderson Cavichioli, atual presidente da RENOSP-LGBTI+. (Informações Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+).

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)